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Baterista do Sticky Fingers descreve o som da banda como ‘caldeirão’

Em entrevista à Billboard Brasil, baterista fala sobre som e turnê no Brasil

Sticky Fingers (reprodução Facebook/Stricky Fingers)

Sticky Fingers (reprodução Facebook/Stricky Fingers)

Rock, reggae, pop, soul, dub… tentar encaixar a Sticky Fingers em um único gênero é tarefa perdida, e o baterista Erick “Beaker” Best faz questão de deixar isso claro. Em entrevista à Billboard Brasil, ele descreveu a sonoridade da banda australiana como um “caldeirão” de influências e falou sobre como esse jeito livre de compor acompanhou os quase 19 anos de carreira do grupo.

Sticky Fingers retorna ao Brasil em agosto para dois shows, com The Terrys como convidado especial: dia 13, em São Paulo, e dia 14, em Curitiba.

Perguntado sobre como resumiria a sonoridade da banda atualmente, já que ela transita entre tantos sons, Erick foi categórico ao dizer que não existe uma palavra só capaz de definir a Sticky Fingers:

“Não, não dá. É tipo um caldeirão, sabe? A gente está aberto pra tudo. Cada um da banda traz um tempero diferente — tem rock, tem pop, tem soul, tem de tudo, menos jazz. A gente não escreve música pensando em ser isso ou aquilo, não tem restrição nenhuma. Se você quiser ir pra qualquer direção, tudo bem, pode ir. Acho que a gente tem sorte de poder fazer isso.”

Essa mistura, segundo o baterista, é justamente um dos motivos pelos quais a banda conecta com um público tão diverso ao redor do mundo.

“Acho que sim, com certeza. Tem bastante influência de dub, tem bastante influência do pop britânico, tipo aquele clima mais Clash — a gente é bem inspirado por bandas que a gente ama, sabe? E a gente só vai colocando tudo junto. É engraçado porque, na Austrália, tem várias bandas que têm um som parecido com o da Sticky, mas o som da Sticky é influenciado por tanta coisa que, quando eu escuto, consigo ouvir centenas de bandas que a gente ama, tudo meio que misturado. É muito legal. Mas não dá pra dizer exatamente de onde vem, porque vem de tudo quanto é lugar.”

Erick Beaker Best, baterista da Sticky Fingers (reprodução Facebook)
Erick Beaker Best, baterista da Sticky Fingers (reprodução Facebook)

A conversa também passou pela trajetória da banda, que já soma 19 anos de estrada. Questionado se a Sticky Fingers de hoje ainda guarda a essência do grupo que começou em Sydney, ou se mudou muito desde então, Erick refletiu sobre o amadurecimento pessoal e musical de todos:

“Acho que, como pessoas, a gente cresceu bastante, como indivíduos mesmo. E acho que a música ficou bem mais profunda também. A gente ainda é, no fundo, aquele mesmo bando de caras novos e bobos, mas passamos por experiências bem intensas e um crescimento grande, tanto mental quanto em outros sentidos, e isso acaba aparecendo na música. A gente já está na Sticky Fingers há 19 anos, é uma loucura, estamos todos na casa dos 30 e poucos anos agora. Acho que a gente cresceu, sim.”

Por fim, sobre o que os fãs brasileiros podem esperar dos shows em agosto, o baterista prometeu uma banda em ótima forma após uma temporada de turnês pelos Estados Unidos: “Um dos shows com o melhor som que eles já viram da gente. A gente acabou de fazer a turnê pelos Estados Unidos e acho que a banda nunca soou tão bem quanto agora. Depois de dois anos e meio parados, sem fazer nada, a gente está tocando com muita vontade, dando tudo de nós. Então, se você for ao show, vai se divertir muito, com certeza.”

Ouça os maiores sucessos de Sticky Fingers