Só para baixinhos: tributo ao trap no Rock in Rio é dominado por menores
Um dos gêneros mais ouvidos do país é um dos destaques do festival

Crianças e adolescentes dominaram o público do 'Para Sempre Trap', do Rock in Rio (Ludmilla Correia/BillboardBR)
Ao entrar na Cidade do Rock neste sábado (21), se notava uma atmosfera diferente da última sexta-feira (20). Mais espaço para circular, famílias inteiras e um público consideravelmente mais jovem. Muitas, muitas crianças e adolescentes estavam esperando para curtir os astros do momento, estampados em camisetas e acessórios.
Cabelinho, Matuê, Veigh, Felipe Ret, Orochi, Kayblack e Ryan SP são algumas das atrações do Dia Brasil, que começou com atraso e apresentou o show “Para Sempre Trap”, um dos gêneros mais populares do país neste momento de acordo com o Billboard Brasil Hot 100. E a popularidade do gênero se dá justamente pelo consumo dos “Enzos e Valentinas”, como virou meme.
O pequeno Bernardo, de 8 anos, era um deles. Acompanhado da mãe, a dentista Camila Amaral, de 32, o pequeno empunhava um cartaz fofo escrito “Eu te amo, Matuê”. Esta é a estreia do menino no universo dos festivais. “Acho muito bacana poder inserir o Bernardo na cultura dos festivais”, disse ela, em entrevista à Billboard Brasil.
Outro que estava na expectativa para ver os trappers era Pedro Henrique, de 10 anos. O empresário Murilo Soares, de 46 anos, aproveitou a programação para unir as paixões musicais da família.
“Ele pediu muito pra ver Cabelinho, Orochi e Matuê. Como a gente é um pouquinho mais velho, a gente gosta da programação, conciliou de encaixar no Trap. Trouxe ele para poder participar com a gente”, conta o pai.
A quantidade de jovens e crianças mostra a popularidade do trap, gênero que ganhou forças em 2023 e dominou o país.
Ana Luísa, de 13 anos, conheceu o trap com os amigos da escola. “Eles me apresentaram o trap e eu fiquei, tipo, encantada. Mesmo sendo muito jovem, eu gosto das músicas. Minha mãe me autorizou a ouvir a música, mas tem algumas músicas que são mais pesadas para mim”, conta ela, referindo-se às letras mais explícitas do gênero.
“Dependendo da música eu não deixo ouvir”, argumenta a professora Ana Paula, de 48 anos, mãe de Ana Luísa. Afinal, alguns dos maiores sucessos do trap falam de drogas e sexo explicitamente. As duas vieram ao festival pela primeira vez. Ana celebra a iniciativa do Dia Brasil para unir as famílias.
“Achei super legal, porque agora não é mais só rock, abrange bastante outros gêneros musicais. É muito legal, porque pais e filhos podem curtir juntos.”
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