Formato do show de Bieber no Coachella não teve relação com venda de catálogo
Cantor usou apenas um computador durante show no festival

Justin Bieber (Kevin Mazur / Getty Images para o Coachella)
Especulações de fãs e da mídia de que Justin Bieber tocou principalmente músicas mais recentes durante sua apresentação como atração principal do Coachella no sábado (11) devido à venda de seu catálogo por US$ 203 milhões são equivocadas, segundo especialistas da indústria musical.
Em 2023, o astro pop vendeu 100% de seus direitos autorais e royalties de suas gravações master e direitos conexos de cerca de 290 músicas lançadas antes de 31 de dezembro de 2021 — de “Baby” a “Love Yourself” — para a Hipgnosis Songs Capital, agora chamada Recognition Music Rights.
Durante sua apresentação no Coachella no fim de semana, Bieber cantou brevemente algumas dessas músicas. No entanto, ele passou a maior parte dos primeiros 50 minutos de seu show apresentando músicas de seus álbuns de 2025, SWAG e SWAG II, em um palco onde havia apenas o artista e um laptop.
A origem do rumor sobre a venda do catálogo de Justin Bieber
O Daily Mail publicou na segunda-feira (13) uma matéria afirmando que o “verdadeiro motivo pelo qual Justin Bieber não pôde tocar suas músicas antigas na íntegra… poderia ser” o fato de ele ter vendido seu catálogo musical.
“Isso é um absurdo”, disse uma fonte familiarizada com os termos do contrato de Bieber à Billboard. “Não há restrições sobre o que ele pode ou não fazer em apresentações ao vivo.”
Bieber apresentou cerca de uma dúzia das músicas incluídas na transação de 2023 no Coachella, e a banda de rock do Brooklyn, Geese, tocou sua própria versão de “Baby” no festival horas antes da apresentação do cantor, destacou a fonte. A pessoa falou sob condição de anonimato por não ter permissão para discutir detalhes confidenciais da transação.
De acordo com a lei de direitos autorais dos EUA, tocar uma música em um show exige apenas uma licença de “execução pública”, e as casas de shows geralmente obtêm licenças abrangentes de grupos como ASCAP e BMI, que cobrem automaticamente a execução de quase todas as músicas populares. Assim como Geese poderia fazer um cover da música de Bieber em seus shows, ele próprio poderia tocá-las sem pedir permissão à Recognition.
Os representantes de Bieber não responderam aos pedidos de comentários.
Estrelas pop são frequentemente alvo de conversas e especulações online, especialmente quando se trata de suas vidas financeiras — e particularmente à luz da recente onda de vendas de catálogos musicais por grandes artistas, que aumentaram com frequência nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, circularam rumores na internet de que Taylor Swift recusou se apresentar no show do intervalo do Super Bowl devido a um conflito com os detentores de seus direitos autorais.
Os direitos autorais das músicas de Swift foram vendidos para Scooter Braun, ex-empresário de Bieber, cuja empresa, a Ithaca Holdings, comprou a antiga gravadora de Swift, a Big Machine.
Posteriormente, Swift regravou vários desses seis primeiros álbuns em edições de grande sucesso, chamadas “Taylor’s Version”, numa tentativa de direcionar os fãs que ouviam suas músicas para as suas próprias canções, em vez daquelas cujos direitos ela não detinha.
Especulou-se que Swift recusou repetidamente o convite para se apresentar no Super Bowl porque os holofotes fariam com que as reproduções de suas músicas disparassem — as reproduções de Bad Bunny aumentaram 85% após sua apresentação em fevereiro — e, assim, enriqueceriam Braun; essa narrativa ganhou força quando Swift recomprou os direitos de suas gravações originais no ano passado, com fãs especulando fervorosamente que, agora que ela era dona de seus primeiros álbuns, ela se apresentaria no maior palco do mundo. Ela não se apresentou, e vale ressaltar que Swift sempre controlou seu catálogo de músicas, que é a parte do trabalho de Bieber que ele vendeu no acordo com a Hipgnosis.
No entanto, vender os direitos musicais — sejam de gravações originais, de um catálogo de músicas ou de royalties de streaming — não impede um artista de apresentar qualquer música, incluindo as suas próprias, ao vivo.
Antes de sua apresentação no Coachella — o maior show solo de Bieber em anos — ele fez dois shows intimistas nas casas de shows The Roxy e The Troubadour, em West Hollywood, que ele dedicou inteiramente a músicas de “SWAG” e “SWAG II”.
A Billboard informou que as 12 músicas antigas que Bieber apresentou — ou cantou trechos delas — enquanto exibia seus videoclipes do YouTube durante o show, ocuparam cerca de 25 minutos da apresentação. Isso sugere que o artista pode tê-las apresentado rapidamente porque as faixas “de outra forma pareceriam deslocadas no repertório — mesmo para aqueles que não querem admitir”.
[Este conteúdos foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui]
TRENDING
- BTS em números: álbuns vendidos, streams, vendas por integrante e mais dados 13/04/2026
- ENHYPEN no Brasil: veja os preços dos ingressos do show 14/04/2026
- Bang Chan, do Stray Kids, revela bullying em época de trainee: ‘Me bateram’ 13/04/2026
- The Rose anuncia show no Brasil, antes de hiato; veja preços dos ingressos 13/04/2026
- RM, do BTS, celebra retorno aos palcos e pede: ‘Confiem em nós mais uma vez’ 13/04/2026