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ZeRO fará primeiro show oficial da carreira no Rock in Rio

Artista apresenta o álbum 'Alcino' no Palco Supernova, em setembro

ZeRO estreia no Palco Supernova do Rock in Rio (Divulgação)

ZeRO estreia no Palco Supernova do Rock in Rio (Divulgação)

ZeRO vai fazer seu primeiro show ao vivo no Rock in Rio 2026. O cantor, compositor e criador de conteúdo sobe ao Palco Supernova no dia 5 de setembro, na Cidade do Rock, para apresentar o álbum de estreia “Alcino”. A apresentação inédita coloca o artista, conhecido pelo humor, pelos games e pelo projeto Balela, diante do maior salto de sua trajetória musical até agora.

O nome de batismo, que virou título do disco, carrega uma história pessoal. Na infância, se chamar Alcino era motivo de incômodo para o artista, que chegou a faltar aula para evitar a chamada. Com o tempo, a relação mudou. Hoje, ele trata o álbum como uma forma de reconciliação com o próprio passado.

“Alcino é meio que uma forma de redenção em respeito ao meu eu do passado, que tinha problema com isso. Agora está tudo bem com isso. A gente cresceu e entendeu que está tudo bem”, diz ZeRO à Billboard Brasil. “Eu ainda acho Alcino um nome ruim, não acho um nome legal. Mas estou testando essa tese: se você atrela algo legal a um nome ruim, talvez esse nome mude de lugar.”

Do Balela ao Rock in Rio: ZeRO prepara primeiro show

O convite para o Rock in Rio chegou quando ZeRO estava distante da música. Segundo o artista, a primeira reação foi achar que a mensagem fosse falsa. Depois do choro, veio o problema prático: ele havia aceitado tocar no festival sem ter banda montada, produtor ou estrutura de show.

“Eu falei: aceitei um show no Rock in Rio, não tenho banda, não tenho produtor, não tenho ninguém. Aí mandei mensagem para o Samuel, guitarrista do Matuê, que é muito meu amigo. Ele me passou os contatos e tudo aconteceu”, conta. “Meu primeiro pensamento foi estruturar tudo para tornar isso real.”

A banda reúne Vitor Peracetta na bateria, Rafael Brasil na guitarra, Izzy Castro na guitarra e Joni no baixo. Izzy, também conhecido como Twin Pumpkin, é produtor, coautor do álbum e parceiro de ZeRO na putszgrila. O time, segundo o artista, mudou sua própria percepção sobre o show.

“Isso me motiva muito. Eu sozinho sou um gatinho; com esses caras, viro um leão. Me dá mais gás ainda de subir naquele palco e quebrar a porra toda”, afirma. “Quando o time fechou, eu dormi tranquilo.”

ZeRO apresenta álbum criado ao longo de nove anos

O disco chega depois de um processo longo. ZeRO diz que algumas músicas começaram a nascer em 2017, antes de sua consolidação na internet. Em 2022, ele retomou o projeto com Izzy Castro a partir de um rascunho de mais de 50 faixas. O primeiro single, “Closure”, veio depois. “Ao longo do caminho, a vida acontece. Tem trabalho, internet, live, Balela. O álbum ficou pronto de fato no fim do ano passado”, diz.

As referências passam pelo hard rock dos anos 1980 e 1990, pelo metal, pelo grunge e pelo rock alternativo. ZeRO cita Chris Cornell, System of a Down, Queens of the Stone Age e Beatles como nomes centrais de sua formação musical. O site oficial do Rock in Rio descreve o som do artista como uma mistura de rock alternativo, indie, experimental e música pesada.

No Palco Supernova, ZeRO divide o dia 5 de setembro com MC Taya, LVcas e Supercombo. A programação do espaço em 2026 também reúne artistas como Diogo Defante, Delacruz, Milo J, Zeca Veloso, NandaTsunami, Sant e Lourena, em uma curadoria voltada a nomes em ascensão e cenas diversas.

Para ZeRO, a presença no festival também confirma uma mudança de fase. A música, que antes caminhava em paralelo ao trabalho na internet, passa a ocupar o centro. “Minhas músicas têm cinco minutos, tem música no álbum de sete minutos. É meio contra a maré do mundo digital”, diz. “Quem faz barulho tem que estar lá acontecendo, tem que estar sendo exposto e tem que estar fazendo barulho.”

O artista afirma que “Alcino” foi pensado como um álbum para ser ouvido do começo ao fim, com interlúdios e conexões internas. No Rock in Rio, o público deve conhecer esse universo no palco pela primeira vez. “Tem tudo um pouquinho de mim. É o universo que a gente criou. Quero que a galera desvende isso com a gente”, afirma. “Apesar de ser meu primeiro show, eu estou na música há muito tempo.”