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Shakira celebra o prazer de ser latina em maior show da carreira em Copacabana

Shakira no show Todo Mundo no Rio 2026 (Grosby/Daniel RAMALHO / AFP)

Shakira no show Todo Mundo no Rio 2026 (Grosby/Daniel RAMALHO / AFP)

Por ter dimensões continentais e idioma diferente dos vizinhos, muitas vezes o Brasil parece não estar tão próximo da identidade cultural latino-americana. No entanto, artistas com a grandeza e a generosidade de Shakira mostram ao brasileiro que o sangue latino também corre com força em suas veias. A apresentação gratuita da cantora colombiana neste sábado (02), no Rio de Janeiro, assistida por cerca de 2 milhões de espectadores na Praia de Copacabana, serviu muito bem a esse propósito.

No projeto “Todo Mundo no Rio”, a estrela entregou o maior show de sua carreira, como aliás havia prometido. O concerto ainda contou com as participações mais do que especiais de Caetano Veloso e Maria Bethânia, Anitta e Ivete Sangalo, alguns dos maiores artistas brasileiros.

Antes do show, que atrasou mais de uma hora, um enxame de drones sincronizados formou a cabeça de uma Loba e escreveu “Te Amo Brasil”, para delírio dos fãs. Quando o relógio marcou 23:05, a diva enfim subiu ao palco vestida em um figurino verde e amarelo ao som de “La Fuerte”.

Num estalar de dedos, o Rio de Janeiro virou Barranquilla. Mas não só: virou Buenos Aires, Montevidéu, Lima, Santiago, Assunção, Sucre e muito mais. A miríade de sul-americanos, que se aglomerava na praia mais famosa do mundo para ouvir o pop da Loba, explodiu dançando. Todos estavam lá para curtir o sabor de salsa, cumbia, reggaetón e outros ritmos latinos que temperam o repertório de Shakira.

“Girl Like Me”, “Las de La Intuición” e “Estoy Aquí” se seguiram. No palco, ela disse que conheceu o país pela primeira vez com 18 anos, quando era “cheia de sonhos”. “A vida é mágica”, disse ela, ao contemplar a multidão. A cantora havia iniciado a “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour” justamente no Brasil: ela cantou em fevereiro de 2025 no Estádio Nilton Santos, também no Rio de Janeiro.

A relação de Shakira com o Brasil é antiga e foi instrumental em sua ascensão no pop global. O país foi o primeiro mercado não-hispânico a colocar suas músicas nas paradas. Uma intensa convivência com os locais desde os anos 1990 fez com que ela aprendesse o português com facilidade.

A fluência se manifestou durante toda a apresentação, em que ela manteve diálogo constante com os fãs. Com um violão branco em punho, relembrou sua fase pop-rock com a balada “Empire”, seguida de “Inevitable”.

Com um lança-chamas e máscara de soldador rosa, foi a vez de introduzir “Te Felicito”. No repertório, estavam também outras musicas de empoderamento feminino, como “TQG” e “Don’t Bother”, esta última acompanhada por ela na guitarra (uma Fender rosa com brilhantes).

Com “Acróstico”, que conta com participação gravada dos filhos da cantora, iniciou-se uma parte mais intimista do show. “Mermaid”, “Copa vacía”, “La bicicleta” e “La tortura” vieram em seguida.

O clima de baile ultrapop foi retomado com o hit “Hips Don’t Lie”, que ela começou cantando sozinha, do alto de uma plataforma na passarela que se estendia desde o palco até o público. Depois, foi a vez da dançante “Chantaje”, que ela iniciou direto do camarim enquanto sua troca de figurino era mostrada no telão.

Outras letras em espanhol também ganharam vez em quando o show se encaminhava para a sua segunda metade, como “Loca” e “Soltera”. Com aparição supresa de Anitta, “Choka Choka” empolgou a multidão, assim como o sucesso “Can’t Remember to Forget You”, originalmente gravado com Rihanna.

Após nova troca de roupa, ela surgiu poderosa para cantar “Ojos Así”, num arranjo com baixo distorcido e percussões típicas da música árabe. Ela cantou empolgada “Pies Descalzos”, seu primeiro grande hit, a seguir. No telão, foram exibidas imagens do início de sua carreira, dos tempos em que suas melenas ainda eram negras. “¿Donde Estás, Corazón” ganhou uma versão acústica.

Diante de tamanha intimidade com a cultura local, não surpreendeu, portanto, que a mais alta cúpula da música brasileira tenha abençoado o encontro em Copacabana. Maria Bethânia, Caetano Veloso e Ivete Sangalo subiram ao palco em diferentes momentos, para intensa vibração da plateia local.

Primeiro, Caetano abriu a sequência com o hit “Leãozinho”, que ela confessou cantar para os filhos. Depois, Bethânia  subiu ao palco com a bateria da Unidos da Tijuca para interpretar o clássico samba “O que é o que é”, de Gonzaguinha. A bateria seguiu em cena para encerrar a participação com “Objeción”.

Ivete Sangalo, por sua vez, foi chamada ao palco para uma versão de “País Tropical”, de Jorge Ben Jor. A essa altura, com o show se encaminhando para o fim, não havia uma só alma parada em toda a extensão praia.

Os hits “Suerte (Whenever, Whenever)”, e “Waka Waka (This Time For Africa)” finalizaram o setlist com a mesma energia, lá pelas 01:05 de domingo.

¡En Copacabana se bailó así!

Shakira no show Todo Mundo no Rio 2026 (Grosby/Daniel RAMALHO / AFP)
Shakira no show Todo Mundo no Rio 2026 (Grosby/Daniel RAMALHO / AFP)