Embora chegue no meio da excursão final, o novo trabalho não muda o cronograma de encerramento. “Não é um artifício para estender a despedida. A gente já está tocando essas músicas ao vivo. Tocamos ‘The Place’ na Austrália, o que foi sensacional, e vamos tocar essas faixas nas próximas etapas nos Estados Unidos, no Canadá, nos festivais na Europa e no Rock in Rio, onde vamos fazer um set focado na fase do Derrick [Green] desde a entrada dele na banda”, disse Andreas Kisser na coletiva de lançamento.
EP não altera planos da despedida do Sepultura
Segundo o guitarrista, o último show ainda está em organização, mas a ideia é transformá-lo em uma celebração ampliada, com participação de nomes ligados à trajetória do grupo, como um Sepulfest. O lançamento também funciona como um retrato de um processo criativo mais livre de amarras.
“Entramos no estúdio sem nome de disco, sem nome de música, sem capa, sem data de lançamento, sem a pressão de já chegar com um projeto fechado”, afirma Andreas. “Levamos algumas ideias, e uma música como ‘Sacred Books’, por exemplo, foi feita 100% dentro do estúdio, quase como uma jam. Foi tudo muito espontâneo.”
Primeiro registro do Sepultura com Greyson Nekrutman
A sonoridade também aponta para esse ambiente mais aberto. O baixista Paulo Jr. diz que há muita influência de jazz trazida pelo baterista Greyson Nekrutman em seu primeiro registro com a banda:
“Foi um disco que não estava programado, então todo o conceito vem dessa liberdade. Tem muita pegada de jazz pelo que o Greyson adicionou ao Sepultura, mas também tem algo de King Crimson, um pouco de prog, uma coisa mais eclética. Eu tentei puxar o máximo possível das minhas influências dos anos 1970″.
Andreas vai na mesma direção ao tratar da entrada do músico. “Eu fico muito feliz de ter podido registrar algo com o Greyson, que é um baterista fenomenal e trouxe um ingrediente novo para a música do Sepultura”.
Ouça “The Cloud of Unknowing” abaixo: