Edu Falaschi e o novo capítulo de seu renascimento: o Bangers Open Air
Cantor retorna ao Angra para uma apresentação especial no festival

Edu Falaschi ( Ednaelson Feitosa 666/ WIikimedia Commons)
No dia 26 de abril, Edu Falaschi sobe ao palco do Bangers Open Air ao lado do Angra. Será a primeira vez que o vocalista se reúne com seus companheiros de banda –a saber, os guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt e o baixista Felipe Andreoli e baterista Aquiles Priester, com quem tocou em seus projetos solo– desde o Rock in Rio 2011.
Mais do que um reencontro, a participação de Falaschi é um capítulo importante de seu renascimento –profissional e pessoal. Ele saiu do Angra por causa dos problemas que vez na voz, que mais tarde descobriu ser refluxo gástrico. Poucos conhecem, no entanto, como ele reconstruiu sua carreira e hoje é referência como artista e também como gerenciador de sua própria obra.
Mas vamos a um pouco de história. Nascido em São Paulo, Falaschi migrou com a família para Santos. E, como diz nessa entrevista para a Billboard Brasil, quase se tornou um cantor de MPB. “Eu escutava umas fitas que tinham canções de Milton Nascimento, Chico Buarque… Mas o metal acabou falando mais alto.” Um dos fatores que contribuíram muito para essa escolha foi o fato de que Santos tinha uma pujante cena de rock pesado. “Tinha Last Joker, Mr Green e o Charlie Brown Jr., que na época cantava em inglês.”
O cantor participou de bandas importantes como Symbols e o Mitrium, até ser escolhido para integrar o Angra. Mas antes rolou um alarme falso. “Era para eu ter entrado no ‘Fireworks’ porque eles estavam tendo alguns problemas com o Andre Matos, o vocalista original. Mas aí o Andre decidiu ficar”, lembra. Quando o Kiko Loureiro, guitarrista, disse que eu finalmente tinha entrado no grupo, ele até estranhou que eu não demonstrei tanta empolgação”, diverte-se.
Edu Falaschi integrou uma formação chamada Nova Era, na qual entraram também o baterista Aquiles Priester e o baixista Felipe Andreoli. É uma das fases mais bem-sucedidas do quinteto, que criou sucessos como “Bleeding Heart” (que virou até versão em forró e música sertaneja) e “Hunters and Prey”, além de discos elogiados como “Temple of Shadows”, de 2004. Sua carreira pós Angra foi igualmente vitoriosa.
O vocalista criou o Almah (que teve como guitarrista, ora vejam só, Marcelo Barbosa, hoje no Angra) e depois recuperou sua contribuição à frente do Angra. Criou shows e DVDs nos quais releu as canções da sua fase no grupo que se tornaram sucesso.
O seu projeto mais ambicioso, contudo, foi a criação de uma trilogia na qual constrói um personagem –Jorge, um cavaleiro– que passa pelo Brasil nos tempos do descobrimento, pelas Américas e até pelo Oriente Médio. A história, criada em parceria com Fábio Caldeira, rendeu os discos “Vera Cruz” (2021), “Eldorado” (2021) e se encerra este ano com “MI’RAJ” (na entrevista, ele fala mais sobre essa fase).
Edu Falaschi sobre ao palco do Bangers neste domingo e na quarta-feira repete a dose no Espaço Unimed. É uma chance de ouro para presenciar o retorno triunfal de um dos vocalistas de maior prestígio junto à comunidade brasileira do heavy metal.
BANGERS OPEN AIR
A terceira edição do Bangers Open Air acontece dias 25 e 26 de abril no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP). Entre as atrações estão Black Label Society, Arch Enemy, Primal Fear, Tankard, Feuerschwanz, Korzus, Nevermore, Project46, Within Temptation, Killswitch Engage, Jinjer, In Flames, Winger e Smith/Kotzen. Os ingressos estão disponíveis pelo site Clube do Ingresso. Consulte valores, condições e setores disponíveis aqui.
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