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Bangers Open Air mostra amor ao metal que vai do Iron Maiden à certidão

Cid registrou o filho com o nome do ídolo; entenda

Cid Gonçalves, o filho Adrian e a mulher Marcela prestigiando o Bangers Open Air 2026 (Alexandre de Melo)

Cid Gonçalves, o filho Adrian e a mulher Marcela prestigiando o Bangers Open Air 2026 (Alexandre de Melo)

O sol de domingo no Memorial da América Latina não traz apenas o calor típico de São Paulo, mas uma energia elétrica que só o heavy metal é capaz de proporcionar. Entre as milhares de camisas pretas que circulam pelo Bangers Open Air, uma história em particular chama a atenção pela profundidade do laço entre pai, filho e ídolo.

Cid Gonçalves, trabalha como diretor escolar e o metal sempre está presente.

Ele caminha orgulhoso ao lado de seu filho, Adrian. O nome do jovem não é fruto do acaso; é uma homenagem viva a uma das maiores lendas da guitarra mundial: Adrian Smith, do Iron Maiden, que se apresentou no festival com o projeto Richie/Kotzen com o também guitarrista virtuoso Richie Kotzen.

Cid Gonçalves, o filho Adrian e a esposa prestigiando o Bangers Open Air 2026 (foto - Alexandre de Melo)
Cid Gonçalves, o filho Adrian e a mulher Marcela prestigiando o Bangers Open Air 2026 (Alexandre de Melo)

Música como catarse e equilíbrio

Para Cid, o heavy metal nunca foi apenas barulho. Foi sobrevivência.

“Encontrei no peso do metal uma forma de expressar e canalizar minha raiva”, confessa o diretor. Em uma adolescência marcada por questões pessoais, a música serviu como uma válvula de escape essencial. “Com o tempo, aprendi a usar o metal para controlar essa emoção, em vez de descontar em alguém. Hoje, sou uma pessoa equilibrada graças a esses riffs”, explica.

A escolha pelo Iron Maiden como banda do coração veio dessa dualidade. Cid se define como alguém sentimental, e encontrou na “Donzela de Ferro” a tradução sonora de sua personalidade: o peso técnico aliado a melodias velozes e emocionantes.

De fã para filho: o batismo de Adrian

A admiração de Cid por Adrian Smith é tão profunda que moldou a identidade de sua descendência. Embora seja baixista e tenha Steve Harris como ídolo técnico, a sonoridade falou mais alto na hora de registrar o filho.

“Achei que ‘Steve’ não soaria tão bem no Brasil. Optei por Adrian pela sonoridade e pela admiração que tenho pelo Smith. Ele é um músico extremamente dedicado, estudioso e autor de solos magníficos. É uma homenagem à personalidade dele”, conta Cid, enquanto o filho Adrian sorri, ciente da responsabilidade que carrega no RG.

O estudante Adrian, 17, gosta de ter o nome do guitarrista do Iron Maiden.

“A única parte chata é dizer toda hora que sou brasileiro. Mas como quero tocar em bandas de metal, o nome até ajuda”, diz o rapaz.

Neste domingo, um ciclo se fecha. A dupla viu a subida ao palco do projeto Smith/Kotzen. Ver Adrian Smith ao lado de Richie Kotzen é, para pai e filho, mais do que um show; é a celebração de uma herança musical que atravessa gerações.