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Samuel reencontra suas origens latinas em ‘SAMUELiTO’: ‘Era a hora’

Álbum conta com quatro faixas inéditas misturando reggaeton e k-pop

Samuel em "SAMUELiTO". Reprodução/Samuel Music Group).

Samuel em "SAMUELiTO". Reprodução/Samuel Music Group).

Depois de explorar sonoridades como pop e R&B ao longo da carreira, Samuel decidiu olhar para dentro. Em “SAMUELiTO”, seu novo álbum, o cantor mistura reggaeton, pop e k-pop para apresentar um trabalho que considera o mais pessoal de sua trajetória.

O projeto marca seu primeiro álbum em espanhol e representa um reencontro com as próprias raízes latinas, um caminho que, segundo ele, aconteceu de forma completamente natural.

Em entrevista à Billboard Brasil, Samuel contou que nunca planejou fazer um disco em espanhol por influência de outras pessoas. Pelo contrário: a decisão surgiu a partir de um sentimento que não conseguia mais ignorar.

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“Chegou um momento em que meus olhos, meu cérebro e meu coração continuavam dizendo que era a hora. Cresci ouvindo muito reggaeton e senti que estava voltando para a minha herança e para as minhas raízes”.

O momento tem um significado especial para o cantor. Aos 23 anos, ele já viveu diferentes fases da indústria musical.

Ainda criança, ingressou no sistema de trainees da Pledis Entertainment, onde treinou ao lado dos integrantes que estreariam mais tarde no SEVENTEEN e chegou a aparecer em episódios de “Seventeen TV”, programa que acompanhava a preparação do grupo antes da estreia oficial.

Após deixar a empresa, encontrou um novo caminho na Brave Entertainment, formando a dupla de hip-hop 1Punch. Em seguida, ganhou projeção internacional ao participar da segunda temporada do “Produce 101”, reality que deu origem ao Wanna One.

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Quando tudo indicava que sua carreira seguiria em ascensão, a vida tomou outro rumo. Em 2019, perdeu seu pai, José Arredondo, uma figura central em sua vida e com quem havia conseguido passar mais tempo pouco antes da tragédia.

O cantor se afastou dos holofotes, encerrou seu contrato com a antiga gravadora e passou por um período de reconstrução pessoal e profissional.

Ao lado da mãe, ele fundou a Samuel Music Group e assumiu o controle da própria carreira. Desde então, passou a lançar projetos de forma independente, encontrando liberdade para explorar novas sonoridades e contar histórias que refletem sua própria trajetória.

É nesse contexto que nasce “SAMUELiTO”. Sucessor do EP “Now” (2024), o álbum leva o apelido carinhoso pelo qual era chamado na infância por familiares e amigos mais próximos.

“‘Ito’ é uma forma carinhosa de chamar alguém pequeno. Meu pai, meus tios e minha família sempre me chamavam de Samuelito. Até hoje, muitos fãs da comunidade latina me chamam assim. Quis mostrar esse outro lado de mim”.

Esse caráter autobiográfico aparece logo na abertura do disco. A faixa “HOLA!” utiliza o áudio do primeiro vídeo de audição que ele gravou ainda criança, quando se apresentava em coreano para tentar ingressar na indústria do entretenimento.

 

“Essa voz é minha quando eu era pequeno”, explicou o cantor. “Foi meu primeiro vídeo oficial de audição. Inclusive, publiquei esse vídeo no meu Instagram há muito tempo. Achei que seria uma forma significativa de começar o álbum”.

Funk brasileiro também inspirou o álbum

Embora o reggaeton seja a principal referência do disco, o artista conta que a música brasileira também teve um papel importante durante a produção do disco.

Segundo ele, “ZIGI-ZIGI-ZIGI” nasceu a partir de uma batida criada há cerca de quatro anos inspirada no funk brasileiro.

“A base original era um funk brasileiro. Na época eu ainda não sabia como fazer uma música nesse estilo, então deixei guardada. Anos depois, durante a produção, ouvi novamente essa batida, coloquei elementos de reggaeton e foi assim que surgiu.”

Questionado sobre artistas brasileiros, disse que ainda não conhece muitos nomes, mas disse ouvir funk com frequência, principalmente por meio das redes sociais.

“O beat faz o corpo querer se mover. Hoje em dia, sinto que qualquer tipo de música pode servir de inspiração para mim”.

Referências e a sua faixa favorita de Samuel

O cantor contou que cresceu ouvindo Daddy Yankee e que sempre admirou a produção musical do artista. Já Rauw Alejandro, segundo ele, é um dos músicos que mais escuta atualmente, principalmente pela maneira como combina performance, música e identidade visual.

Escolher uma música favorita nunca é uma tarefa simples para um artista. “É como escolher entre pai ou mãe”, disse, entre risos.

“Mas acho que vou escolher ‘Never Say Goodbye’. Não sei explicar muito bem… ela simplesmente soa muito bem quando você escuta. Tem alguma coisa nessa música que me faz voltar para ela o tempo todo”.

Mensagem aos fãs brasileiros

Apesar de nunca ter visitado o Brasil, ele diz que espera mudar isso em breve.

“Eu realmente quero conhecer o Brasil. Amo viajar, conhecer novas culturas e espero encontrar meus fãs brasileiros em breve.”

O cantor também afirmou que sonha em se apresentar no país.

“Espero que um dia eu tenha a oportunidade de subir em um palco no Brasil e viver um momento incrível com vocês. Até lá, espero que continuem dando muito amor e apoio para este álbum e para as próximas músicas que estão chegando”.