Polícia Civil investiga racismo sofrido por filho do rapper Rael
Seguranças de estabelecimento em São Paulo

O rapper Rael (Divulgação)
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso de racismo sofrido no início desse mês pelo filho do rapper Rael em um supermercado da rede Pão de Açúcar, na Aclimação, região central de São Paulo.
Em 4 de dezembro o artista havia gravado um vídeo e postado na sua página denunciando o que aconteceu com seu filho de 12 anos. Ele contou que naquele mesmo dia a criança foi sozinha ao mercado fazer compras. E que, apesar de pagar pelos produtos que pegou, os seguranças do Pão de Açúcar desconfiaram que ele furtou algo. E o abordaram, obrigando a abrir a mochila.
Os funcionários não comprovaram as suspeitas contra o garoto e o liberam. Depois ele contou o constrangimento e humilhação que sofreu para os pais. Rael chegou a dizer à época: “quero uma posição do Pão de Açúcar”.
Na sexta-feira (20), o rapper voltou ao falar do caso ao publicar um comunicado no Instagram informando que “hoje, em respeito às tantas manifestações de apoio e preocupação que recebi naquele momento, venho dividir que foi aberto um inquérito para apuração do caso no âmbito criminal”.”
“Quero dizer também que me sensibilizo com os muitos relatos que ouvi de pessoas agredidas física e psicologicamente em redes de supermercado em situação semelhante, em sua maioria negras como meu filho. O estabelecimento reconheceu que a abordagem foi indevida, e eu encerro aqui desejando que esse episódio lamentável sirva ao menos como um exemplo de que é uma longa caminhada, mas juntos podemos avançar”, complementou.
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