Compositora revela faixa mais desafiadora de ‘EQUILIBRIVM II’, de Anitta
Lary assina seis faixas do álbum e detalha bastidores das composições

Lary (@lukkasmarques)
A cantora e compositora Lary é uma das mentes por trás das novas faixas do projeto “EQUILIBRIVM II”, novo trabalho de Anitta. Assinando seis faixas no repertório do disco, a artista abriu o jogo sobre a criação das músicas “Ternura”, “Deus Existe”, “Não Me Cutuca”, “Tudo Isso”, “Deus Mãe” e “OKE”, destacando o desafio de traduzir a fase introspectiva da estrela pop em versos e melodias marcantes.
Entre todas as composições entregues para o projeto “EQUILIBRIVM II”, a faixa “Deus Mãe” foi a que mais exigiu empenho da equipe no estúdio. A canção precisou ser reconstruída diversas vezes para atingir o resultado esperado por Anitta, unindo conceito forte, sample e colaboração especial em um processo delicado.
“Sem dúvida, ‘Deus Mãe’ foi a mais desafiadora. Foi uma música que passou por muitas versões até chegar ao resultado final. A gente começou por um caminho, reformulou boa parte da composição e buscou encontrar exatamente a emoção que a Anitta queria transmitir. É uma faixa que envolve um conceito muito forte, além de sample, participação especial e uma construção bastante delicada. Foi um processo longo, mas muito bonito”, afirma Lary.
O desenvolvimento do repertório de “EQUILIBRIVM II” focou primeiro na verdade da cantora, antes mesmo de pensar em convidados. As colaborações entraram no projeto apenas quando a estrutura principal de cada composição já estava totalmente finalizada.
“No caso de ‘EQUILIBRIVM II’, todas as músicas foram escritas pensando exclusivamente na Anitta. As participações vieram depois, quando as canções já estavam prontas. A partir daí, a gente pensava em quais artistas poderiam somar artisticamente àquela obra. Foi um processo muito natural”, explica a compositora.
A sintonia em estúdio facilitou o fluxo de trabalho, principalmente pela clareza do direcionamento artístico. A segurança da cantora principal sobre o conceito visual e sonoro ajudou a guiar os compositores no processo de escrita sem barrar novas ideias.
“Quando o artista sabe o que gosta, o que não gosta e consegue direcionar a equipe, a gente trabalha com muito mais segurança e assertividade. A Anitta é muito clara nas referências e nos caminhos que quer seguir, e isso nos dá muitos elementos para criar. Ao mesmo tempo, ela está aberta para se surpreender quando algo faz sentido para o projeto, e essa troca torna o processo muito rico”, destaca Lary.
A carga emocional e a honestidade sobre temas espirituais ditaram o tom das sessões de estúdio para”EQUILIBRIVM II”. A postura aberta da artista permitiu que o time transformasse medos, dores e transformações reais em música pop.
“É muito mais difícil escrever quando o artista tenta esconder quem realmente é ou o que está sentindo. Quando existe verdade, a composição flui de uma forma muito mais natural. Em ‘EQUILIBRIVM II’, a Anitta decidiu abrir espaço para falar sobre vulnerabilidades, espiritualidade, medos, dores e transformações. Poder transformar tudo isso em música foi um processo muito especial”, conclui a artista.
Ouça ‘EQUILIBRIVM II’, de Anitta
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