Oruam defende mãe apontada como foragida da Justiça: ‘O sistema é nojento’
Márcia Gama é investigada como mediadora dos interesses do Comando Vermelho

Oruam com a mãe, Márcia (Instagram)
Oruam usou as redes sociais nesta quarta-feira (11) para defender a mãe, Márcia Gama, apontada como foragida da Justiça após uma megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio.
“Triste ver eles fazendo política em cima da minha família”, escreveu Oruam no Instagram. “Minha mãe sofreu tanto. Não merece isso. Para me atingir, estão atacando meu bem mais precioso”, desabafou.
“O sistema é nojento. Só peço que não acreditam em todas essas mentiras a respeito da minha família. Ano de eleição e eles são capazes de tudo para ganhar voto”, disse Oruam.
A mãe do trapper é apontada mediadora dos interesses do Comando Vermelho fora do sistema prisional.
Oruam também é procurado pela Justiça após ter o habeas corpus revogado pelo STF. Ele deixou a tornozeleira eletrônica descarregar várias vezes.
Ele responde acusações de tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. De acordo com a polícia, os crimes estão ligados ao confronto com policiais em sua casa no Rio de Janeiro em julho do ano passado.
O incidente aconteceu durante uma operação para prender Menor Piu, suspeito participar de roubo de veículos no Rio e atuar como segurança de Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos líderes do Comando Vermelho e chefe do tráfico no Complexo da Penha.
Em setembro, o ministro havia suspendido a prisão cautelar e imposto medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica. Com o descumprimento das condições por parte de Oruam, a liminar foi revogada e a prisão preventiva, restabelecida.

Quem é Marcinho VP e por que o pai de Oruam está preso?
Marcinho VP, cujo nome verdadeiro é Márcio dos Santos Nepomuceno, é um notório criminoso brasileiro e traficante de drogas nascido no Rio de Janeiro. Um dos líderes do Comando Vermelho, ele ganhou destaque por chefiar as bocas-de-fumo no Complexo do Alemão, e foi condenado por diversos crimes, incluindo homicídio qualificado e formação de quadrilha.
A prisão de Marcinho VP aconteceu em 1996, em Porto Alegre (RS). Desde então, ele foi transferido para diversos presídios de segurança máxima devido ao seu envolvimento em ataques no Rio de Janeiro, que, segundo as autoridades, eram comandados por ele e outros traficantes diretamente da cadeia.
Uma das acusações mais sérias contra Marcinho VP é a suspeita de ter ordenado a morte de Márcio Amaro de Oliveira, também conhecido como Amaro VP, líder do tráfico na favela Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio.
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