Nighttime Culture Index lança índice para medir cultura noturna em SP
Cidade é a única representante da América do Sul entre as 6 escolhidas

Virada Cultural de São Paulo (Reuters)
O Nighttime Culture Index (NCI), criado pela conferência Amsterdam Dance Event (ADE), o maior evento de música eletrônica do mundo, em parceria com a consultoria global VibeLab quer descobrir se a vida noturna de São Paulo é diversa, segura o que mais move a cidade depois que o sol se põe.
A cidade tem mais clubes fixos ou eventos passageiros? As pessoas se sentem seguras nos lugares onde vão dançar? Essas são algumas das perguntas que a pesquisa internacional quer responder.
+ Leia mais: ‘Marcas em Movimento’ debate cultura, negócios e sustentabilidade em SP
A ideia é simples de entender: pela primeira vez, o estudo vai medir a força da cultura noturna, ou seja, tudo que envolve baladas, shows e a vida musical da madrugada, em seis cidades espalhadas por seis continentes diferentes.
E São Paulo é a única representante da América do Sul nessa lista.
Importante deixar claro: essa pesquisa não vai calcular quanto dinheiro a noite paulistana movimenta.
Sobre a pesquisa Nighttime Culture Index (NCI)
O foco é outro: entender o que a vida noturna significa culturalmente para quem vive essa cena.
Para isso, o estudo vai analisar São Paulo em seis frentes diferentes: diversidade e representação, ecologia criativa, espaço e infraestrutura, comunidade e pertencimento, política e saúde cívica, e sustentabilidade e meio ambiente.
A boa notícia é que qualquer pessoa pode participar. A pesquisa está aberta ao público e pode ser respondida diretamente no site oficial do projeto.
Quem está à frente da coordenação no Brasil é Monique Dardenne, profissional com duas décadas de experiência na indústria musical, atuando como booker, curadora e estrategista.
Ela também é cofundadora do Women’s Music Event, plataforma de referência quando o assunto é equidade de gênero dentro da música.

O NCI é resultado de uma parceria de três anos entre a ADE e a VibeLab, e será apresentado oficialmente em outubro, durante a comemoração dos 30 anos do Amsterdam Dance Event.
Além de São Paulo, completam a primeira edição da pesquisa as cidades de Amsterdã, Lagos, Nova York, Seul e Sydney.
“Podemos medir o que a noite vale para a economia, mas não o que ela significa para as pessoas que a vivem.
O Índice de Cultura Noturna oferece evidências e uma linguagem comum para entender a cultura noturna e defendê-la”, explica Jane Slingo, diretora para a Ásia-Pacífico da VibeLab.
Jan-Willem van de Ven, diretor administrativo do ADE, reforça essa visão: “O ADE sempre foi um destino global para a indústria da música eletrônica, mas não há negócios sem cultura. O Índice de Cultura Noturna coloca a cultura no centro de como entendemos o valor da noite”.
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