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COPA DO MUNDO
Ca7riel & Paco Amoroso

Ca7riel & Paco Amoroso vencem Grammy 2026 (Reprodução/YouTube)

Copa da Música: Argentina tem joias na trilha da tricampeã

A série abre pela atual dona da taça com nomes da música da Argentina

A Copa do Mundo de 2026 abre nesta quinta-feira (11), e a série Copa da Música começa pela atual campeã. A Argentina só estreia em 16 de junho em busca do tetra, mas a música argentina já entrou em campo faz tempo. Hoje ela é uma das exportações culturais mais potentes do país e vive um momento que poucas cenas da América Latina conseguem acompanhar.

Citar Mercedes Sosa, Fito Páez e Indio Solari é obrigatório: são a espinha dorsal do cancioneiro e do rock argentino, a linhagem sobre a qual tudo o que veio depois se apoia. Quem ouviu “Muchachos” nas arquibancadas de 2022 sabe que esse repertório clássico é parte da identidade do país tanto quanto a camisa albiceleste. Mas parar aí seria perder o jogo.

A nova música argentina que domina os streams

Porque o que move os streams, lota festivais e leva troféus para casa hoje é outra coisa: mais jovem, urbana e globalizada. Em 2026, artistas argentinos abriram a temporada de prêmios faturando Grammy e dominando os Prêmios Gardel, a maior premiação da música do país. É o tipo de cena que o ouvinte brasileiro já cruza sem perceber nas playlists de trap e pop urbano. Abaixo, sete nomes (mais alguns extras) que explicam por que a Argentina toca tão alto agora.

CA7RIEL & Paco Amoroso

O duo de Buenos Aires é a história de sucesso mais barulhenta da música argentina recente. Depois de virarem fenômeno global com um Tiny Desk que estourou em outubro de 2024, levaram o Grammy de Melhor Álbum Alternativo Latino em fevereiro de 2026 por Papota e somam cinco Latin Grammys. Em março, lançaram “Free Spirits, disco apadrinhado por Sting e com produção de gente como Fred Again e Anderson .Paak, e seguem em turnê mundial passando por Coachella, Glastonbury e Lollapalooza. O som mistura trap experimental, pop, jazz e deboche.

Milo J

Se há um nome para resumir o presente, é ele. Com menos de 20 anos, Milo J foi o grande vencedor dos Premios Gardel 2026: levou o Gardel de Oro (o prêmio máximo) por “La Vida Era Más Corta”, além de Canção do Ano por “Niño”, num total de 11 estatuetas numa única noite. Seu trabalho cruza rap, canção e folclore com arranjos acústicos e uma pegada narrativa rara para a idade — uma ponte entre a tradição de Mercedes Sosa e a geração do streaming.

Duki

Um dos pilares do trap argentino e peça central na consolidação da chamada “música urbana” do país. Duki ajudou a transformar a cena de freestyle das praças portenhas num circuito de estádios e turnês internacionais. É referência obrigatória para entender como a Argentina virou potência de trap na década passada.

Trueno

Rapper de raiz, vindo do hip-hop e do freestyle, Trueno é dos artistas que mais transitam entre o rap puro e a fusão pop. Em 2026 apareceu nas principais ternas do Gardel e emplacou “Cindy Cats”, com Ángela Torres, faixa que cruza funk, cumbia e reggaeton. Boa porta de entrada para quem quer o lado mais lírico e político da nova safra.

Nicki Nicole

Uma das maiores vozes do pop urbano feminino da região, com alcance que já passou fronteiras. Nicki transita entre R&B, trap e pop com naturalidade e é presença constante nas colaborações que dominam os charts argentinos, caso do “Masna remix”, ao lado de Emilia, Tiago PZK e FMK. Nome incontornável para mapear a cena feminina do país.

María Becerra

Apelidada de “la nena de Argentina”, María Becerra é pop urbano de exportação, com hits que circulam por toda a América Latina. Em 2026 esteve indicada no Gardel com “Hasta que me enamoro”, parceria com Tini que reuniu duas das maiores estrelas pop do país. É o tipo de música que o público brasileiro reconhece de imediato nas playlists latinas.

Bizarrap

Não canta, mas é peça-chave: o produtor por trás das BZRP Music Sessions transformou um formato de YouTube numa máquina global de hits, levando artistas argentinos e latinos ao topo do mundo. Suas sessões (de Shakira a Daddy Yankee) viraram evento cultural. Entender a música argentina de hoje passa, necessariamente, por entender o que Bizarrap fez pelo som da região.