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Mick Jagger revela por que evita política nos shows dos Rolling Stones

Vocalista dos Rolling Stones fala sobre a função do rock ao vivo

Mick Jagger

Mick Jagger no show na praia de Copacabana em 2006 (Instagram/Bonus Track)

Mick Jagger falou sobre o desejo de manter a política fora dos shows ao vivo dos Rolling Stones, afirmando que vê sua função como a de fazer as pessoas “irem à loucura” e esquecerem suas preocupações, em vez de “dar lições de moral” a elas.

O cantor compartilhou suas observações durante uma participação recente no podcast “The Interview”, do New York Times, explicando a visão que adquiriu ao longo de mais de seis décadas de apresentações ao vivo. Questionado sobre a relação entre a banda e os fãs durante os shows, ele revelou que aborda cada apresentação de maneira diferente, dependendo do local e da reação do público.

“Antes de tudo, depende de onde você está e de que tipo de evento é”, disse ele, acrescentando que apresentações em festivais exigem uma abordagem diferente dos shows de turnê própria, já que nem todos na plateia são fãs fervorosos.

“Eles não estão necessariamente indo para ver você — não são, obrigatoriamente, seus maiores fãs”, comentou Mick Jagger. “Não estou dizendo que eles te odeiam; caso contrário, provavelmente não estariam lá… Mas existem diferentes perfis de público, e é preciso tratá-los de maneira um pouco diferente.”

Os Rolling Stones em 2026
Os Rolling Stones em 2026 (Kevin Mazur/Divulgação)

No entanto, ele ressaltou que o ponto em comum entre todas as plateias é o desejo de se divertir e se desligar das preocupações e problemas do dia a dia. “No fim das contas, meu trabalho no mundo da música ao vivo é garantir que as pessoas que comparecem se divirtam ao máximo e, por duas horas, esqueçam todos os seus problemas e os problemas do mundo. As prestações da casa e tudo o mais. Apenas para poderem aproveitar o momento da melhor forma possível”, explicou Mick Jagger.

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“É parecido com ir a um evento esportivo, na verdade. Você deixa todo o resto de lado. Fica apenas observando para ver quem vai ganhar. Não se preocupe com mais nada. Sabe? Essas coisas saem da sua cabeça.”

“Você não quer tentar agitá-los e acabar frustrado porque eles não estão demonstrando muita empolgação”, continuou. “Seu trabalho é fazê-los ir à loucura… Você não quer dar lições de moral a eles.” Embora não queiram abordar política em suas apresentações ao vivo, os Rolling Stones incorporaram um certo teor de comentário político e social em seu novo álbum, “Foreign Tongues”.

Ao falar sobre como esses temas permearam o processo de composição desta vez, Mick Jagger disse que adquiriu o “hábito de fazer músicas sobre relacionamentos pessoais e, então, inserir nelas uma estrofe sobre política”.

Ele vê isso como um “truque” para incluir suas ideias e convicções nas canções, especialmente porque “ninguém quer ouvir uma música inteira sobre política ou qualquer tipo de comentário social”.

Veja a entrevista com Mick Jagger