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M.I.A. processa Kid Cudi e pede US$ 2,8 milhões em indenização

Cantora acusa rapper de usá-la para promover turnê

M.I.A. e Kid Cudi (reprodução)

M.I.A. e Kid Cudi (reprodução)

A cantora e rapper M.I.A. entrou com um processo contra Kid Cudi, pedindo uma indenização de US$ 2,8 milhões (cerca de R$ 15 milhões). A artista alega que foi retirada da turnê “Rebel Ragers Tour” para gerar repercussão midiática e impulsionar a venda de ingressos após comentários controversos feitos durante suas apresentações de abertura.

O caso tem origem em agosto, quando Kid Cudi anunciou que havia dispensado a rapper britânica da turnê após receber inúmeras reclamações de fãs sobre declarações feitas por ela nos dois primeiros shows da tour.

Durante uma apresentação em Dallas, M.I.A. afirmou ao público: “Fui cancelada por vários motivos, mas nunca imaginei que seria cancelada por ser uma eleitora republicana de pele marrom”. A fala foi recebida com vaias por parte da plateia.

Segundo relatos da época, outras declarações da artista também foram interpretadas como comentários sobre imigração. Ela, no entanto, afirmou posteriormente que fazia referência à música “ILLYGIRL”.

Após a repercussão, Kid Cudi divulgou um comunicado afirmando que havia combinado previamente com a cantora que nenhum comentário ofensivo seria feito durante os shows.

“Não vou permitir que alguém em minha turnê faça observações ofensivas que incomodem minha base de fãs”, declarou o rapper.

Pouco depois, M.I.A. respondeu à decisão nas redes sociais. Em uma das publicações, relativizou sua declaração sobre votação ao afirmar que sequer havia votado porque sua equipe ainda não havia conseguido vistos de entrada nos EUA.

Ela também mencionou ter apresentado uma música com a frase “FU&% THE LAW”, acrescentando que continua acreditando na mensagem quando considera que uma lei é injusta.

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Processo acusa Kid Cudi de agir de má-fé

No processo, M.I.A. sustenta que Kid Cudi conhecia suas opiniões políticas e sua reputação pública antes de convidá-la para a turnê. A artista afirma ainda que recebeu garantias de que poderia se expressar livremente no palco.

A ação judicial argumenta que sua demissão foi utilizada como estratégia promocional para aumentar a visibilidade da tour, que, segundo a defesa da cantora, enfrentava dificuldades na venda de ingressos.

“O desligamento de M.I.A. ocorreu para gerar publicidade para uma turnê que estava enfrentando dificuldades de vendas”, afirma o documento. “Ela tinha autorização contratual para dizer o que quisesse no palco.”

A queixa também classifica como falsas as declarações feitas por Kid Cudi sobre um suposto acordo prévio relacionado ao conteúdo de suas apresentações.

Segundo o processo, o rapper teria procurado a Live Nation para encerrar o contrato firmado entre a cantora, sua empresa Neet Touring e a produção da turnê.

“M.I.A. responsabiliza Kid Cudi pela destruição de seus direitos contratuais, oportunidades de negócios e reputação”, diz outro trecho da ação.

Cantora relata prejuízos e ameaças

A artista afirma que receberia pouco mais de US$ 2,8 milhões pela participação na turnê. Além da perda financeira, ela diz ter passado a receber ameaças de morte direcionadas a ela e a seu filho após sua saída dos shows.

O processo também aponta que uma apresentação privada avaliada em US$ 300 mil teria sido cancelada em decorrência da controvérsia, ampliando os prejuízos alegados.

M.I.A. pede que a Justiça determine o pagamento do valor originalmente previsto em contrato, além de danos punitivos e honorários advocatícios.

Ouça M.I.A.