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Festival Psica é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Belém

Festival completa 14 anos de história em 2026

Festival Psica

Festival Psica (Lorena Fadul)

O Festival Psica recebe, nesta quarta-feira (26), o Certificado de Reconhecimento como Patrimônio Cultural e Imaterial do Município de Belém do Pará.

A entrega aconteceu durante sessão solene, no Hall da Câmara Municipal de Belém, e marca mais um capítulo na trajetória de um projeto que nasceu de forma independente e se consolidou como uma das principais plataformas de valorização e difusão da cultura amazônica.

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O título celebra a importância da atuação do Psica para a cultura de Belém e chega após mais de uma década de construção de um projeto que conecta música, cultura periférica, economia criativa, inclusão e valorização das identidades amazônicas.

Para Gerson Dias, um dos idealizadores e diretor do Psica, o reconhecimento também amplia o compromisso do projeto com a cidade e com a região.

“O reconhecimento do Psica como Patrimônio Cultural Imaterial de Belém aumenta a nossa responsabilidade”.

“O festival sempre foi um espaço para mostrar o Brasil a partir do Norte, reunindo gerações, estilos e diferentes expressões culturais pela perspectiva amazônica.””

“Agora, como Instituto e com uma sede permanente, queremos ampliar esse impacto, fortalecer a inclusão e garantir que esse trabalho continue alcançando novos públicos”, afirma.

 

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O novo título chega em um momento de expansão do festival para além do calendário anual das festividades.

O projeto tornou-se Instituto Psica e inaugurou sua primeira sede permanente no ano passado, a Casa Dourada, ampliando sua atuação ao longo do ano com iniciativas que atravessam cultura, formação, sustentabilidade e economia criativa amazônica.

Ao lado de Gerson Dias nessa trajetória está seu irmão, Jeft Dias, que também é produtor cultural, e juntos cresceram na feira da Cidade Nova 4, onde ajudavam o pai na venda de CDs e DVDs.

A vivência entre os sons e movimentos da feira ajudou a construir a percepção sobre a potência da música periférica que, anos depois, se tornaria um dos pilares do Psica.

Em 2023, os dois foram incluídos na PowerList 100, que reconhece personalidades negras lusófonas de destaque.

“Esse título reconhece um trabalho construído ao longo de mais de uma década, não apenas por mim e pelo meu irmão, mas por todas as pessoas que fazem o Psica acontecer: as equipes de produção e técnica, os artistas e todos os profissionais envolvidos nesse processo”, diz Jeft.

O que começou como um festival independente e underground ganhou novas proporções ao longo dos anos.

Em sua edição de 2024, o Psica reuniu mais de 100 mil pessoas em três noites, conectando a Cidade Velha ao Estádio Mangueirão.

 

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O festival gera cerca de 800 empregos diretos e 2 mil indiretos, mobilizando profissionais e negócios ligados à gastronomia, audiovisual, moda, design, comunicação e diferentes segmentos da economia criativa.

Na edição de 2024, as feiras realizadas dentro do evento somaram aproximadamente R$ 380 mil em faturamento.

A atuação também inclui políticas de inclusão e acessibilidade. Em 2024, o Psica distribuiu 1.078 ingressos para pessoas trans, enquanto o Instituto registrou 280 atendimentos a pessoas com deficiência, 205 acompanhantes e mobilizou mais de 40 profissionais especializados em acessibilidade.

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Na frente ambiental, foram recolhidos 2.140 quilos de resíduos recicláveis, distribuídas mais de 3.600 bituqueiras e ampliada a presença de cardápios de baixa emissão de CO₂.

A transformação em Instituto e a criação da Casa Dourada ampliam agora esse trabalho para além dos dias de festival.

Com o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial de Belém, o Psica acrescenta à própria história um título que parte justamente da cidade onde nasceu e desenvolveu sua trajetória.

Confira a playlist oficial do Festival Psica 2026