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Festival Psica leva Amazônia para China; entenda

Projeto faz parte da Plataforma Música Brasil a convite do MinC

Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro são atrações de festival de Jazz na Ásia por meio do Festival Psica (divulgação)

Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro são atrações de festival de Jazz na Ásia por meio do Festival Psica (divulgação)

Além das fronteiras brasileiras, o Festival Psica anunciou que agora faz parte da comitiva de artistas e produtores brasileiros selecionados pela Plataforma Música Brasil para participar da programação oficial do Ano Cultural Brasil-China, a convite do Ministério da Cultura.

A agenda já contou com apresentação em Xangai nesta segunda-feira (4). O Festival Psica assinou a produção do show do mestre Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro no JZ Spring Festival, com banda formada ainda pelos músicos Camila Barbalho (baixo), Franci Oliver (percussão) e César Augusto (bateria). A apresentação em um dos principais eventos de jazz da Ásia levou ao público internacional uma amostra da música produzida na Amazônia.

Felipe Cordeiro celebrou: “Estamos muito orgulhosos de poder levar a música popular brasileira feita na Amazônia para Xangai. É guitarrada, lambada, brega, carimbó, lá do outro lado do mundo! É muita onda!”.

O mestre Manoel Cordeiro completou: “Essa parceria com o Psica é sensacional, pois ele é um festival que tem esse olhar para a cultura paraense. Com a estrutura deles, chegamos mais longe, e isso nos deixa mais fortes. Só temos a agradecer!”.

Jeft Dias comentou sobre a escolha da curadoria artística: “Levar o Manoel e o Felipe também é uma forma de reverenciar os nossos grandes mestres. O Manoel Cordeiro participou ativamente da construção desse movimento, desde a época da gravação até agora. Ele tem uma linguagem universal, mesmo sendo uma música feita na Amazônia, não tinha como ser outra escolha“.

A comitiva leva ao JZ Spring Festival mais de 120 profissionais brasileiros da cultura, sendo artistas, produtores e agentes do setor, entre nomes de diferentes estéticas e gerações da música brasileira, como Ivan Lins, Adriana Calcanhotto, Luedji Luna, Hamilton de Holanda, Jonathan Ferr, Juliana Linhares, Josyara e Josiel Konrad.

Assista a um trecho do show de Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro no JZ Spring Festival

 

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Parceria entre Festival Psica e Plataforma Música Brasil: entenda

Com uma agenda que inclui ações em música, audiovisual, patrimônio, turismo e inovação ao longo do ano, o objetivo do projeto é consolidar a cultura como ferramenta estratégica de diplomacia e intercâmbio entre Brasil e China.

Para o diretor Gerson Dias, o ato de exportar a sonoridade amazônica para mercados globais estratégicos representa um verdadeiro desafio de tradução cultural. “Queremos comunicar que a Amazônia também é dançante. A Amazônia é batida, é ritmo. Tem molejo, tem suingue. Isso é universal, isso chega nas pessoas. E, ao mesmo tempo, é algo muito nosso, que vem desse território. A ideia não é mudar isso, é mostrar com força.”

Ele ainda explica que o projeto funciona como um catalisador de oportunidades para a região Norte do país e revela o desejo de que a iniciativa se expanda para outros cantos do mundo, abrindo caminhos para os artistas da comitiva, mas também para a cena cultural amazônica como um todo.

Já para Jeft Dias, a saída do Festival Psica da periferia de Belém para integrar uma missão oficial brasileira na China é o reflexo direto de um reconhecimento construído ao longo de anos. “(…) Isso é o resultado do reconhecimento do nosso trabalho, do que estamos construindo há muito tempo. E não só a gente, né? Mas de todos os artistas que estão entendendo esse movimento de valorização da música feita na Amazônia. Fazermos parte dessa programação mostra que essa cena tem força, tem consistência e está sendo vista.”

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