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‘ECLESIA’, de Naïka, é um álbum maduro sobre fé, identidade e pertencimento

Artista entrega obra que une R&B, soul e ritmos afro-caribenhos

Naïka

Naïka (Instagram)

Naïka. Se você não conhece essa artista, pare tudo o que está fazendo porque precisa conhecê-la. Ela é uma artista que me chamou a atenção por transformar suas múltiplas origens em música. Filha de uma cultura que atravessa o Haiti, a França e diversos países onde cresceu, a cantora construiu uma identidade sonora que passeia pelo R&B, pop, soul e ritmos afro-caribenhos.

Em “ECLESIA”, seu primeiro álbum, ela finalmente entrega uma obra que amarra todas essas influências em um conceito coeso.

O disco é dividido em dois atos, quase como capítulos de uma mesma história. O primeiro apresenta esse universo, marcado por fé, identidade e pertencimento. Já o segundo mergulha em questões mais íntimas, mostrando uma artista que encontra força justamente na vulnerabilidade.

Musicalmente, Naïka aposta em produções elegantes, orgânicas e cheias de textura.

Há espaço para momentos grandiosos, como “ONE TRACK MIND” que é minha música favorita, e “BLESSINGS” que tem uma letra que reforça a fé em saber que a gente é que decide o nosso caminho, e também para faixas delicadas como “SOLEIL”, onde sua voz ganha ainda mais protagonismo.

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Naïka
Naïka (Instagram)

A mistura de inglês, francês e crioulo haitiano acontece de forma natural, reforçando a proposta multicultural que acompanha sua carreira desde o início.

O grande mérito de “ECLESIA” é a natureza em que esses idiomas se mesclam. Tem muita gente que compara Naika visualmente com Marina Sena e até um pouco musicalmente. Eu acho que seria um ótimo encontro e mistura de ritmos.

Quem se permitir entrar na experiência encontra um álbum maduro, sensível e extremamente bem construído. “ECLESIA” confirma que Naïka tem um universo próprio de fazer músicas, que o afrobeat é atemporal e que pode se construir junto a ele um universo artístico próprio e pop.

Veja o Vale o Play? com Naïka