Published by Mynd8 under license from Billboard Media, LLC, a subsidiary of Penske Media Corporation.
Publicado pela Mynd8 sob licença da Billboard Media, LLC, uma subsidiária da Penske Media Corporation.
Todos os direitos reservados. By Zwei Arts.

Dia dos Pais: Martinho da Vila e Mart’nália celebram laços familiares no palco

Turnê 'Pai e Filha' reúne gerações do samba em capítulo especial

Martinho da Vila e Mart'nália

Martinho da Vila e Mart'nália (Renato Pagliaci/Divulgação)

Histórias de família geralmente são contadas em fotografias, vídeos caseiros ou almoços de domingo de Dia dos Pais. Mas a de Martinho da Vila e Mart’nália também foi construída em versos, sambas, viagens e palcos. E ambos transformam agora essa memória na turnê “Martinho & Mart’nália: Pai e Filha”, que marca a última grande série de shows do tradicional sambista e a primeira vez que os dois percorrem o país juntos como protagonistas do mesmo espetáculo.

Mart’nália cresceu vendo o pai cantar e compor, cercada por rodas de músicos e encontros que atravessavam a noite. Antes de iniciar seu próprio caminho na música, ela acompanhou de perto a carreira de um dos nomes fundamentais do samba brasileiro.

“Eu cresci vendo meu pai cantar, compor, reunir gente em volta da música. Fazer uma turnê ao lado dele é emocionante porque mistura carinho e admiração. Tem um cheiro de infância, de quando eu ficava assistindo”, conta Mart’nália.

Agora, aquela menina que observava o pai no palco divide com ele um capítulo que também representa uma passagem de gerações. A turnê é uma reunião familiar e também o encontro de dois artistas que construíram identidades próprias dentro do samba.

“É uma despedida das grandes turnês, mas eu ainda vou fazer alguns shows, mais espaçados”, explica Martinho. “Poder dividir esse momento com a Mart’nália tem um significado especial, porque ela faz parte da minha história”, afirma.

Ensinamentos entre sambas e palcos

A música sempre esteve no cotidiano de Mart’nália. Mais do que filha de um sambista, ela foi uma criança que acompanhou de perto a rotina de um artista. O aprendizado aconteceu nos ensaios, nas apresentações e nas viagens.

“Comecei a tocar com ele muito cedo. Mas não tinha ‘papaizada’. Eu era músico igual a todo mundo da banda. Não tinha essa coisa de ser filha. Era o mesmo horário, o mesmo ensaio, o mesmo dinheiro, a mesma ponte aérea, o mesmo hotel”, relembra.

A experiência ajudou a formar não apenas a artista, mas também a profissional que Mart’nália se tornaria. “Aprendi com ele o meu beabá de viajar com show, de fazer turnê”, diz.

Martinho acredita que ensinou à filha a maneira como um artista se relaciona com as pessoas e com aquilo que faz. “O respeito às pessoas, o compromisso com a música e a importância de nunca perder a alegria de cantar. A música tem que vir com verdade”, filosofa.

Mas é claro que o pai também se permitiu aprender com a filha. Martinho acompanha com orgulho a trajetória solo de Mart’nália e também se deixa influenciar por ela.

“Ela tem uma liberdade no palco, uma espontaneidade e uma forma muito própria de se comunicar com o público. Ver o caminho que ela construiu me enche de orgulho e também me inspira”, conta.

Quando as canções passam a contar a história da família

O repertório de “Pai e Filha” reúne músicas das trajetórias dos dois artistas e cria novos significados para canções que Mart’nália conhece desde a infância. Entre elas estão “Canta, canta, minha gente”, “Cabide” e “De amor e paz”.

Para ela, cantar essas músicas ao lado do pai muda a maneira como as próprias canções são percebidas. O repertório deixa de ser uma coleção de sucessos e passa a carregar lembranças familiares.

“Quando a gente canta junto, as músicas acabam contando também a nossa história de pai e filha. Canções que eu já conhecia desde criança hoje têm um peso diferente, porque estou dividindo o palco com ele nesse momento tão especial”, explica.

Um presente de pai e filha para o público

A expectativa dos dois é que essa cumplicidade seja percebida por quem estiver na plateia. Para Martinho e Mart’nália, o espetáculo também pode funcionar como um espelho para pais e filhos que compartilham uma relação construída por meio da música, das lembranças e da convivência.

“A gente fica muito feliz em fazer esse espetáculo, então pais e filhos vão sentir essa energia boa e essa alegria que é fazermos essa turnê juntos. A gente se curte bastante”, afirmam os dois.

Para Mart’nália, estar ao lado do pai nesse momento é também uma forma de agradecer. “É uma honra gigante estar vivendo isso ao lado do meu pai. Eu cresci vendo-o cantar, aprendendo com ele. Então, dividir esse momento é celebrar tudo o que ele construiu e agradecer por poder fazer parte dessa história junto com ele.”

“Pai e Filha” é uma turnê musical, mas também é sobre o que um pai ensina a uma filha e o que ela devolve a ele ao construir seu próprio caminho. E no palco, Martinho e Mart’nália transformam essa história particular em uma celebração mútua, formada em herança, amor e cantorias. “Canta canta, minha gente, deixa a tristeza pra lá!”.

+Leia mais: Martinho da Vila e Mart’nália levam turnê ‘Pai e Filha’ a São Paulo

Martinho da Vila e Mart'nália
Martinho da Vila e Mart’nália (Renato Pagliaci/Divulgação) Dia dos Pais

Serviço – Martinho & Mart’nália: Pai e Filha

Belo Horizonte (MG)
Quatro de setembro
Arena Hall
Ingressos: Sympla

Recife (PE)
17 de outubro
Classic Hall
Ingressos: Ingresse

Salvador (BA)
24 de outubro
Concha Acústica
Ingressos: Sympla

Ouça o repertório do show