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Ex-diretor da Warner revela debate interno sobre capa de álbum de Preta Gil

'Prêt-à-Porter' foi lançado em 2003

Capa de 'Prêt-à-Porter', de Preta Gil

Capa de 'Prêt-à-Porter', de Preta Gil (Divulgação)

Marcelo Maia, ex-diretor de marketing da Warner Music, relembrou em depoimento à Billboard Brasil, os bastidores do lançamento de “Prêt-à-Porter” (2003), primeiro álbum de Preta Gil (1974-2025). Ele deu detalhes da polêmica interna que envolveu a capa do disco na época.

“Tive o privilégio de acompanhar o início da carreira fonográfica de Preta Gil”, começa Marcelo.

“Nos bastidores, a polêmica capa gerou uma intensa discussão. Eu defendia que aquela imagem poderia dificultar o início de sua trajetória. Fui voto vencido. Anos depois, toda vez que nos encontrávamos, ela brincava: ‘Eu devia ter escutado o Maia!'”.

Recentemente, ao rever a trajetória de Preta Gil no documentário produzido pela TV Globo, Marcelo reconheceu que a decisão da cantora havia sido acertada.

+ Leia mais: Preta Gil e sua eterna soberania de existir

“Percebi que quem tinha razão era ela. Aquela capa tornou-se parte da construção de uma artista que jamais abriu mão de ser quem era.”

Para o ex-executivo, a escolha pela autenticidade em um mercado habituado a fórmulas é o que consolidou o papel de Preta na cultura brasileira.

“Em um mercado acostumado a fórmulas, Preta escolheu autenticidade. Essa coragem a transformou em muito mais do que uma cantora: fez dela uma referência de liberdade, diversidade e representatividade. Alguns artistas deixam sucessos. Preta deixou um legado cultural.”

A cantora completaria 52 anos neste sábado (8).

Ouça ‘Prêt-à-Porter’, de Preta Gil