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Dia dos Pais: 10 vezes em que pais e filhos cantaram juntos

De Arlindo Cruz e Arlindinho a Zezé Di Camargo e Wanessa, relembre encontros

Caetano Veloso com os filhos na turnê 'Ofertório' (Divulgação)

Caetano Veloso com os filhos na turnê 'Ofertório' (Divulgação)

O Dia dos Pais é celebrado neste domingo, 9 de agosto, no Brasil. Na música, a data também permite revisitar artistas que não apenas transmitiram referências e repertórios aos filhos, mas dividiram com eles estúdios, discos, programas de televisão e grandes palcos.

Alguns desses encontros deram origem a álbuns inteiros. Outros ficaram registrados em uma única canção ou apresentação. Há casos em que o filho seguiu uma trajetória próxima à do pai e outros em que cada integrante da família construiu uma identidade própria antes de se encontrar musicalmente.

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A música brasileira tem uma longa tradição de reunir gerações no palco e no estúdio. Relembre 10 duetos marcantes entre pais e filhos que mostram como o talento  atravessa famílias inteiras.

Arlindo Cruz e Arlindinho

Arlindo Cruz e Arlindinho transformaram a relação familiar em um projeto completo no álbum “2 Arlindos”, lançado em julho de 2017. As 15 faixas combinam músicas inéditas e sambas já conhecidos, incluindo “Bom Aprendiz”, “Pagode 2 Arlindo’s” e “Pra Que Insistir”. O trabalho se tornou o último disco de Arlindo Cruz, que morreu em agosto de 2025, e permanece como um dos registros mais diretos da troca musical entre pai e filho.

Caetano Veloso, Moreno, Zeca e Tom Veloso

Caetano Veloso levou os três filhos (Moreno, Zeca e Tom) para a turnê “Ofertório”, iniciada em 2017 e transformada em álbum e DVD no ano seguinte. O disco ao vivo reúne 28 faixas, entre elas “Alegria, Alegria”, “O Seu Amor”, “Todo Homem”, “Força Estranha” e “O Leãozinho”. Mais do que acompanhar o repertório do pai, os irmãos ganharam espaço para apresentar composições e diferentes formas de tocar e cantar.

Daniel e Lara Camillo

Daniel tem dividido momentos musicais com a filha mais velha, Lara Camillo, desde que ela ainda era criança. Um dos encontros mais recorrentes acontece em “Tantinho”, composição de Carlinhos Brown que o sertanejo passou a associar às filhas. Pai e filha já interpretaram a música juntos em atrações como “Altas Horas” e “Viver Sertanejo”, geralmente em formato de voz e violão.

Fábio Jr. e Cleo

“Pai”, um dos principais sucessos da carreira de Fábio Jr., ganhou um novo significado quando passou a ser cantado ao lado de Cleo. A versão em dueto integrou o projeto audiovisual “Bem Mais Que os Meus 20 e Poucos Anos” e foi lançada nas plataformas às vésperas do Dia dos Pais de 2024. Os dois também apresentaram a faixa no “Altas Horas”, em uma edição dedicada às relações familiares.

Gilberto Gil e Preta Gil

Um dos últimos encontros musicais entre Gilberto Gil e Preta Gil aconteceu em 26 de abril de 2025, durante a passagem da turnê “Tempo Rei” pelo Allianz Parque, em São Paulo. Pai e filha cantaram “Drão”, composição inspirada em Sandra Gadelha, mãe de Preta e ex-mulher de Gil. A participação foi a última apresentação de Preta em um show antes de sua morte, em 20 de julho daquele ano, aos 50 anos.

Leonardo e Zé Felipe

Antes de consolidar uma carreira própria, o filho Zé Felipe apareceu ao lado de Leonardo no projeto “Leonardo – 30 Anos”, gravado em 2013 e lançado em 2014. Pai e filho dividiram um medley formado por “Deixaria Tudo”, “Te Amo Demais” e “Coração Espinhado”. A participação funcionou como uma das primeiras apresentações de Zé Felipe para o grande público e antecipou outros encontros dos dois em discos, programas e shows.

Nando Reis e Sebastião Reis

Sebastião Reis já estava presente no repertório do pai antes mesmo de seguir profissionalmente na música: ele inspirou “O Mundo É Bão, Sebastião!”, lançada pelos Titãs em 2001. Duas décadas depois, os dois assinaram o EP “Nando & Sebastião”, com seis faixas e versões de músicas como “Resposta”, “Eles Sabem” e “A Minha Gratidão É Uma Pessoa”. O projeto, lançado em maio de 2021, dividiu vocais, violões e decisões de arranjo entre pai e filho.

Péricles e Lucas Morato

Péricles recebeu o filho Lucas Morato no primeiro DVD de sua carreira solo, “Sensações”, gravado em São Paulo em 2012. Os dois cantaram “Linda Voz (Olá)”, faixa que também entrou no álbum de estreia do filho, “Muito Prazer”, de 2014. A parceria continuou em outros projetos e chegou a uma nova etapa em 2026, quando Péricles foi convidado para a gravação do audiovisual “Próxima Fase”, de Lucas.

Xororó, Sandy & Junior

Xororó esteve ligado à trajetória musical de Sandy & Junior desde os primeiros discos da dupla. Um dos principais registros em voz aconteceu em “Vamos Construir”, lançada no álbum “Sábado à Noite”, de 1992, com a participação de Chitãozinho & Xororó. A gravação aproximava duas gerações do sertanejo quando Sandy e Junior ainda davam os primeiros passos de uma carreira que se tornaria um fenômeno do pop brasileiro. A parceria persistiu ao longo dos anos, com direito a “Se Deus me Ouvisse”, registrada ao vivo com o tio Chitãozinho há 11 anos.

Zezé Di Camargo e Wanessa

Zezé Di Camargo e Wanessa levaram a parceria familiar além das participações pontuais com “Pai & Filha”, álbum colaborativo lançado em 10 de dezembro de 2021. Com 12 faixas, o disco reúne músicas inéditas, regravações e novas leituras do repertório da família, incluindo “Daqui a 20 Anos” e uma versão de “É o Amor”. O projeto retomou uma ideia que os dois já haviam explorado em uma turnê conjunta realizada em 2007.