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Coreia do Sul desliga alto-falantes que transmitiam K-pop para a Coreia do Norte

Novo presidente da Coreia do Sul anunciou o fim das transmissões de propaganda

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O novo presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung (Reprodução)

Nesta quarta (11), a Coreia do Sul desligou os alto-falantes que, há um ano, transmitiam músicas de K-pop, notícias e outras propagandas para a Coreia do Norte — uma das primeiras medidas concretas tomadas pelo novo presidente eleito, Lee Jae-myung, para melhorar as relações intercoreanas.

Segundo Kang Yu-jung, porta-voz de Lee, ele ordenou ao Exército que desligasse os alto-falantes de alta potência na tarde desta quarta visando “restaurar a confiança nas relações entre as Coreias e promover a paz na Península Coreana”.

As relações entre os dois países haviam atingido seu ponto mais baixo em anos durante o governo do antecessor de Lee, Yoon Suk Yeol, que foi destituído do cargo. Sob sua liderança, os países intensificaram ações de provocação mútua na fronteira.

Yoon apoiava a disseminação de informações externas na Coreia do Norte e permitiu que ativistas — a maioria deles desertores do Norte — lançassem grandes balões com panfletos críticos ao regime norte-coreano, chamando o líder Kim Jong-un de “ditador sedento por sangue” e “porco”.

A Coreia do Norte respondeu enviando balões com bitucas de cigarro e lixo para o Sul. Em retaliação, o governo de Yoon reativou os alto-falantes de propaganda, bombardeando soldados e moradores do Norte com músicas de K-pop e notícias.

O regime do Norte também ativou seus próprios alto-falantes, transmitindo sons irritantes que levaram moradores do Sul a instalar janelas com isolamento acústico.

Ao desligar seus alto-falantes primeiro, o governo de Lee propôs, na prática, um cessar-fogo na chamada “guerra sonora”. Na quinta-feira, autoridades militares sul-coreanas confirmaram que os alto-falantes norte-coreanos também haviam sido desligados. Eles disseram que monitorariam a fronteira para verificar se a medida era temporária ou definitiva.

“Esperamos que a Coreia do Norte também pare com o ataque sonoro, para que todos possam voltar à vida normal,” disse Park Yong-cheol, prefeito de Gwanghwa, condado sul-coreano na fronteira.

Durante sua campanha, Lee criticou duramente a política de Yoon em relação ao Norte, acusando-o de agravar desnecessariamente as tensões. Prometeu restabelecer canais de diálogo e encerrar ações provocativas entre os dois países.

No início desta semana, o governo de Lee também começou a pedir que grupos ativistas deixem de lançar balões com panfletos na direção do Norte, afirmando que essas ações aumentam as tensões e pouco contribuem para informar a população norte-coreana.

Mas os ativistas alegam que enviar balões faz parte da liberdade de expressão garantida pela Constituição, e acusam o governo Lee de ceder ao regime de Kim sob o pretexto de reduzir tensões.

Autoridades sul-coreanas indicaram que podem recorrer a leis internas de segurança e aviação para coibir o envio dos balões, uma vez que moradores da fronteira reclamam que tais ações colocam suas vidas em risco.

A Coreia do Norte não reagiu imediatamente aos gestos do Sul, mas parou de enviar balões com lixo desde novembro, quando a Coreia do Sul enfrentava uma crise política desencadeada pela breve imposição de lei marcial por Yoon, culminando em seu impeachment e remoção do cargo.

Sob o comando de Kim, o Norte se tornou cada vez mais hostil: cortou todo o diálogo com Seul e Washington, intensificou os testes com mísseis nucleares e prometeu tratar o Sul não como parceiro de reunificação, mas como inimigo a ser anexado — se necessário, com armas nucleares. Em outubro, destruiu com dinamite todas as ligações ferroviárias e rodoviárias entre os dois países.

Yoon também foi confrontador: ampliou os exercícios militares com EUA e Japão, com uso de porta-aviões, bombardeiros estratégicos e caças furtivos. Ele defendia a ideia de “levar liberdade” à Coreia do Norte, minando o controle de informação mantido por Kim.

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