C6 no Rock: veja o line-up completo do novo festival
Venda para o público em geral se iniciará no dia 19 de abril, ao meio-dia

Titãs (Pedro Dimitrow)
A primeira edição do C6 no ROCK foi anunciada nesta quinta-feira (16). O evento acontece na área externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 22 e 23 de agosto de 2026. Blitz, Ira!, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá da Legião Urbana, Marina Lima, Os Paralamas do Sucesso, Paulo Ricardo, Plebe Rude e Titãs sobem ao palco para interpretar, ao vivo, o álbum mais icônico de suas carreiras naquela década.
Clientes do C6 Bank terão acesso exclusivo à pré-venda (17 e 18 de abril) e 20% de desconto no valor dos ingressos, inclusive para meia-entrada e para o pacote passaporte, mediante compra com o cartão de crédito do banco. A venda para o público em geral se iniciará no dia 19 de abril, ao meio-dia.
A programação inclui ainda duas homenagens especiais: um time de all-stars comandado por Liminha mergulha no repertório de Cazuza (1958-1990), enquanto cantoras de diferentes gerações homenageiam Rita Lee, figura central do rock e da música brasileira, em show regido por Beto Lee, filho da artista.
Criado pelo C6 Bank em parceria com a Dueto, responsáveis pelo já consagrado C6 Fest, o projeto nasce para revisitar a música brasileira a partir de diferentes recortes e estreia celebrando um dos movimentos mais transformadores da cultura pop nacional: o rock brasileiro, fenômeno que marcou a música, o comportamento, a linguagem e o imaginário de toda uma geração.
C6 no ROCK: preços por dia
- Inteira: R$ 360
- Meia: R$ 180
- Inteira C6 Bank: R$ 288
- Meia C6 Bank: R$ 144
C6 no ROCK: preços Passaporte
- Passaporte Inteira:R$ 648,00
- Passaporte Meia: R$ 324,00
- Passaporte Inteira C6 Bank: R$ 518,40
- Passaporte Meia C6 Bank: R$ 259,20

“O C6 no ROCK nasce da experiência positiva que tivemos com o C6 Fest, que já se firmou como um dos festivais mais relevantes do calendário cultural do país. Agora, fazemos uma homenagem específica ao rock brasileiro, em um festival totalmente diferente e com identidade própria”, diz Alexandra Pain, CMO do C6 Bank. “Será um evento nostálgico, repleto de sons que continuam vivos na memória de muita gente e ainda despertam emoções.”
Mais do que um fenômeno musical, o BRock acompanhou e traduziu as tensões do processo de redemocratização do Brasil. Em meio ao fim da ditadura militar e à reorganização da vida política e cultural, uma nova geração de artistas encontrou no gênero um espaço para refletir inquietações sociais, questionar instituições e dialogar diretamente com o cotidiano urbano.
Ao longo da década, o movimento consolidou sua presença no mercado fonográfico e passou a ocupar um lugar central na cultura pop do país, revelando bandas e compositores que marcariam definitivamente a história da música brasileira.
“O desejo do C6 Bank de celebrar o rock brasileiro dos anos 80 nos levou ao desafio de criar um projeto à altura da força desse momento único da nossa música. Esperamos que o C6 no ROCK se torne uma experiência inesquecível para o público e os artistas”, destaca Monique Gardenberg, fundadora da Dueto.
Os curadores Hermano Vianna, Leonardo Lichote e Marcus Preto partiram desse recorte no tempo para selecionar as obras que julgavam mais representativas nas discografias das atrações. Esse olhar se desdobra em dois eixos curatoriais que orientam a programação: a Discoteca Básica, dedicada a apresentações integrais de discos icônicos da década, com membros das formações originais, e Poetas do Som, que presta homenagem a artistas fundamentais do período, em shows concebidos especialmente para o festival.

No palco, personagens emblemáticos do movimento ajudam a refletir a diversidade estética daquela época. Do punk ao pós-punk, da new wave ao pop, do reggae ao rock clássico, o line up evidencia como o estilo musical ampliou suas fronteiras no país.
A iniciativa também dialoga com um movimento contemporâneo de revalorização do repertório nacional — e do próprio formato de disco em long play —, em que diferentes gerações redescobrem a força e a atualidade dessas canções. Ao reunir artistas originais e novas vozes em torno desse legado, o festival cria uma ponte entre passado e presente.
Desse modo, reforça a permanência estética e temática do rock brasileiro e sugere como essas obras continuam a ressoar em um país que, ainda hoje, enfrenta dilemas sociais. A experiência do público se amplia ainda com uma programação de bate-papos e uma feira de vinis, que reunirá cerca de 20 expositores, entre lojas e vendedores especializados, com títulos raros.
A potência de uma geração
A obra de Cazuza, um dos maiores ícones da música brasileira, serve de ponto de partida para o show “Todo amor que houver nessa vida”. O espetáculo promove um encontro de artistas que atravessaram a carreira do compositor ou foram influenciados por ele, com direção musical de Liminha, um dos produtores mais importantes do país. A direção artística será de Rafael Dragaud, que assinou “Tempo Rei”, a última turnê de Gilberto Gil.
Já em “Meu sonho é ser imortal”, o festival homenageia Rita Lee, a maior protagonista feminina da história do rock no Brasil. Sob direção artística de Otavio Juliano e direção musical de Danilo Santana, o projeto reúne Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá, cantoras de diferentes gerações que dialogam com o legado da artista paulistana. Liderada por seu filho, Beto Lee, a banda retoma arranjos e elementos que marcaram sua trajetória, responsável por difundir as possibilidades sonoras do gênero e por redefinir o papel da mulher na música brasileira.
Ver essa foto no Instagram
Em um encontro marcado por memória e homenagem, o álbum “Dois” (1986), da Legião Urbana, ganha apresentação na íntegra em show comandado pelo guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, integrantes da formação original. O momento coincide com os 30 anos da partida de Renato Russo e os 40 anos da gravação do disco, que consolidou a banda como uma das mais influentes do país. No repertório, clássicos que atravessaram gerações e se tornaram verdadeiros hinos, como “Tempo Perdido”, “Eduardo e Mônica”, “Índios” e “Quase Sem Querer”.
Já Marina Lima leva ao palco o disco “Fullgás” (1984), onde combina pop rock, new wave e elementos eletrônicos em uma sonoridade moderna e sofisticada. O trabalho a consolidou como uma das artistas centrais de sua geração, ao estabelecer um diálogo direto com a estética urbana e a cultura pop internacional, sem abrir mão da identidade brasileira.
Canções como “Fullgás”, “Pra Começar”, “Difícil” e “Me Chama” traduzem esse momento de transformação e sintonia com as mudanças comportamentais da época. O espetáculo ganha dimensão especial com as participações de Liminha e Lobão, expoentes da cena do BRock que figuram nos créditos de gravação do álbum original da cantora, e conta ainda com direção de Monique Gardenberg, parceira de Marina na concepção de diversos shows e videoclipes ao longo de sua carreira.
Com o repertório de “Cabeça Dinossauro” (1986), os Titãs trazem de volta ao palco um dos trabalhos mais contundentes do rock brasileiro. Branco Mello (voz e baixo), Sérgio Britto (voz e teclados) e Tony Bellotto (voz e guitarra) – acompanhados por Beto Lee (voz e guitarra), Mário Fabre (voz e bateria) e Alexandre de Orio (voz e guitarra) – recriam as músicas exatamente como foram gravadas há quarenta anos. O show mantém a mesma ordem das faixas do álbum, que se destaca pela produção crua, sonoridade pesada e letras diretas, reunindo clássicos como “Polícia”, “Bichos Escrotos”, “AAUU” e “Homem Primata”.
Os Paralamas do Sucesso, power trio composto por Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria), revisita “Selvagem?” (1986), disco que consolidou a identidade musical do grupo ao combinar rock, reggae, pop africano e MPB. Com faixas como “Alagados”, “A Novidade” e “Melô do Marinheiro”, o LP ampliou o alcance do rock nacional ao dialogar diretamente com temas sociais e com a realidade urbana do país.
Lançado em 1982, “As Aventuras da Blitz” ganha nova roupagem no palco do festival. O álbum que inclui sucessos como “Você Não Soube Me Amar”, “Ela Quer Morar Comigo”, “Mais Uma de Amor (Geme Geme)” e “O Romance da Universitária Otária” explodiu no mercado fonográfico brasileiro ao combinar rock, humor e linguagem teatral. Evandro Mesquita, criador e líder da Blitz, está à frente do projeto que também promove o reencontro de Fernanda Abreu com a banda na qual iniciou sua trajetória artística antes de seguir carreira solo.

Um dos maiores fenômenos comerciais da história do rock nacional, “Rádio Pirata Ao Vivo” (1986) serve de base para o espetáculo no qual Paulo Ricardo, ex-vocalista do grupo, retoma os hits que consagraram o RPM. Gravado durante a turnê que transformou a banda em sucesso de massa, o álbum reúne canções como “Louras Geladas”, “Olhar 43”, “Revoluções por Minuto” e a própria “Rádio Pirata”.
O LP “Vivendo e Não Aprendendo” (1986) reafirma a força do Ira! no rock paulista da década. Os integrantes originais Nasi (voz) e Edgard Scandurra (guitarra) conduzem a apresentação, que traz faixas como “Envelheço na Cidade”, “Dias de Luta” e “Flores em Você”, traduzindo o clima de inquietação urbana que atravessava a juventude da época.
Por fim, a Plebe Rude apresenta “O Concreto Já Rachou” (1986), álbum de estreia do grupo de Brasília e um dos registros mais incisivos do rock político brasileiro. Lançado no contexto da redemocratização, canções como “Até Quando Esperar” e “Proteção” capturaram o clima de urgência de uma geração que voltava a ocupar o espaço público. Do núcleo original, Philippe Seabra (guitarra e voz) e André X (baixo) seguem à frente da banda, acompanhados agora por Clemente Nascimento (guitarra e voz) e Marcelo Capucci (bateria).
SERVIÇO – C6 no ROCK
PARQUE IBIRAPUERA (Av. Pedro Álvares Cabral, 0 – Ibirapuera)
Programação
Sábado — 22 de agosto
- Plebe Rude — “O Concreto Já Rachou” (1986)
- Paulo Ricardo canta “Rádio Pirata ao Vivo” (1986) e Hits
- Paralamas do Sucesso — “Selvagem?” (1986)
- Titãs — “Cabeça Dinossauro” (1986)
- “Meu sonho é ser imortal”: homenagem a Rita Lee com Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá.
Domingo — 23 de agosto
- Ira! — “Vivendo e Não Aprendendo” (1986)
- Blitz — “As Aventuras da Blitz” (1982)
- Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocam “Dois” (1986), da Legião Urbana
- Marina Lima com Liminha e Lobão — “Fullgás” (1984)
- “Todo amor que houver nessa vida”: homenagem a Cazuza com atrações a serem anunciadas em breve
TRENDING
- BTS: Brasil é 2º no mundo em streams de ‘ARIRANG’ com 78 milhões 15/04/2026
- HYBE, YG, SM e JYP se unem para criar festival rival ao Coachella 16/04/2026
- BTS no Brasil: fãs alegam ‘sumiço’ dos ingressos de aplicativo 16/04/2026
- RM, do BTS, desabafa sobre saúde mental: ‘Ainda luto contra meus demônios’ 15/04/2026
- ENHYPEN no Brasil: veja os preços dos ingressos do show 14/04/2026