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SPIM 2026 divulga programação de shows em dez casas de São Paulo

Mais de 20 atrações que ocupam palcos da cidade entre 12 e 16 de agosto

BAD LUV

BAD LUV (César Ovalle/Divulgação)

De 12 a 16 de agosto, a primeira edição da SPIM (São Paulo Independe Music) celebra a potência do circuito de música independente, ocupando algumas das principais casas de shows da capital paulista com uma programação que reúne nomes consagrados e emergentes da cena alternativa brasileira. Link para vendas gerais aqui.

Ao longo de cinco dias, o festival promove encontros entre diferentes gerações espalhando suas atrações por 10 palcos emblemáticos da cidade: Algo Hits, Bar Alto, Casa Natura, Casa Rockambole, Cine Joia, Fenda 315, FFFront, Hangar 110, La Iglesia e Porta

“O lineup representa bem o que é o dia a dia do mercado independente: bandas novas e já consolidadas, mas que frequentam as mesmas casas, circuitos e festivais. Há bandas que já passaram por festivais como Rock in Rio e Lollapalooza como a Menores Atos, e que na semana seguinte estão em uma casa pequena do interior. Projetos que têm 2 anos de formação, como o Ottopapi, ou com 35 anos de estrada como o Garage Fuzz, e que acreditam que fazer música e fazer parte de uma cena ainda é relevante. A programação apresenta diferentes recortes de uma cena plural, vinda de diferentes lugares do país, como a Budang, de Santa Catarina, e os Boogarins, de Goiânia. É um resumo do que gosto de ouvir e ver ao vivo. Bandas que acompanho e acredito no que fazem”, comenta Edimar Filho, idealizador da SPIM.

A SPIM começa na quarta-feira (12), com dois palcos em que passado e futuro dialogam. O Bar Alto recebe os veteranos do rock paraenses da Molho Negro e o novo projeto de velhos conhecidos da cena, o Swave (com integrantes do Far From Alaska e Violet Soda). Há poucas quadras, na Porta a noite abriga o frescor da nova geração com a mistura de rock e MPB do coletivo Julieta Social e o garage pop torto de Ottopapi.

Na quinta-feira (13), a programação segue pelo eixo Pinheiros-Vila Madalena. Na La Iglesia, a noite reúne a lenda punk hardcore Garage Fuzz e o espírito grunge garageiro de Deb and the Mentals. Na Casa Algo Hits, as atrações mostram a potência do interior paulista: Joana Bug com o shoegaze aclamado no último Lollapalooza e o rock triste da Chão de Taco.

A sexta-feira (14) percorre diferentes caminhos do rock independente. Na Casa Rockambole, o cultuado Ludovic apresenta clássicos e canções de seu novo álbum ao lado dos Jovens Ateus, um dos principais nomes da atual cena pós-punk brasileira. Já na Fenda 315, a noite é de descobertas com as canções confessionais e afiadas de Ana Paia e o indie rock melancólico de boasorte.

No sábado (15), a SPIM traz alguns dos nomes mais celebrados da cena brasileira atual. Na Casa Natura, a aclamada psicodelia dos Boogarins encontra o indie irreverente dos Pelados. Na FFFront, o SPIM abre espaço para a nova geração do indie rock emocional com Esse Lado Pra Cima e glover. . Já no Hangar 110, o palco recebe Sugar Kane e Menores Atos, duas referências do hardcore e emo brasileiro em noite intensa.

O encerramento acontece no domingo (16), no Cine Joia, com um recorte da força criativa da nova cena brasileira. A Chococorn and the Sugarcanes apresenta seu indie rock emocional e expansivo, que vem conquistando público em todo o país. A Metade de Mim leva ao palco sua mistura de peso e vulnerabilidade, traduzida em letras confessionais e refrões marcantes. A Budang traz sua combinação explosiva de velocidade, agressividade e discurso afiado. A Bad Luv encerra a programação com sua fusão de rock alternativo, emo e energia de arena, consolidando uma trajetória ascendente que a colocou entre os nomes mais promissores da cena atual.

Com uma proposta descentralizada e conectada à diversidade da cena independente, o SPIM 2026 reforça seu compromisso de aproximar artistas, público e espaços culturais da cidade, criando uma experiência que atravessa diferentes territórios e sonoridades.

Os ingressos para cada noite serão vendidos separadamente, possibilitando que o público escolha seus shows preferidos e circule pela noite de São Paulo durante a semana. Haverá ainda um lote limitado de passaportes que dão acesso a todos os palcos da SPIM, respeitando a lotação de cada espaço.

Além dos cinco dias de festival, a SPIM também realiza uma conferência nos dias 15 e 16 de agosto, na Casa Rockambole, para fortalecer a rede que faz a música independente acontecer no dia a dia. Com entrada gratuita, a ideia é abrir espaço para diálogos e trocas de experiências em 10 painéis reunindo cerca de 40 participantes entre artistas e profissionais do setor. A programação da conferência será anunciada em breve.

Os ingressos e mais informações estão disponíveis no site.