Brasil no Hype: Potyra Lavor catapulta a economia criativa do país para o mundo
CEO da IDW Company atua na interseção entre entretenimento, estratégia e cultura

Potyra Lavor (Matheus Leite)
Em um momento em que a indústria criativa brasileira consolida sua relevância econômica representando 3,59% do PIB nacional e movimentando mais de R$393 bilhões, segundo a FIRJAN, a IDW Company posiciona a cultura não apenas como linguagem estética, mas como critério central de decisão estratégica para marcas e negócios.
Fundada por Potyra Lavor, a empresa atua na interseção entre cultura, entretenimento e estratégia, desenvolvendo projetos que partem de uma leitura aprofundada do contexto cultural brasileiro para criar experiências, narrativas e plataformas de longo prazo. “Na IDW, a comunicação não entra no final — ela constrói o projeto desde o início, garantindo coerência entre posicionamento, narrativa e experiência”, afirma Potyra.
Essa abordagem se materializa no IDW Movimenta, plataforma proprietária que apresenta ao mercado os projetos da companhia para o ciclo 2026–2028 e conecta marcas, criadores e agentes da economia criativa. Mais do que um evento, o projeto nasce como um termômetro das transformações culturais em curso e uma resposta estratégica a elas.
“O Brasil vive um momento de reconhecimento da sua potência criativa. Estamos falando de transformar criatividade em dinheiro e, mais do que isso, em valor simbólico. O que é nosso já tem força global”, diz a executiva.
Da estética à decisão
Na visão da IDW, um dos principais desafios do mercado é superar o uso superficial da cultura nas estratégias de marca. Hoje, 48% dos brasileiros não se sentem representados pelas marcas, um sinal de desconexão entre discurso e prática.
“Tratar cultura apenas como estética já não é suficiente. A cultura precisa orientar decisões reais de produto, experiência e parceria. Sem isso, você até gera atenção, mas não constrói relação”, pontua.
A empresa defende o conceito de cultura como critério de decisão, partindo de um entendimento mais profundo: cultura como sistema que organiza comportamento, percepção e valor.
“Antes de pensar em formato, a gente lê o contexto, identifica tensões e escolhe uma posição. Isso impacta tudo, da curadoria à operação, e também o que decidimos não fazer”, explica.
Experiência, pertencimento e escala

Esse modelo já foi aplicado em projetos de grande impacto, como a adaptação do AFROPUNK ao Brasil, que deixou de ser apenas um formato importado para se tornar uma experiência enraizada na cultura local, atraindo público de todos os estados e de mais de 36 países.
Outro exemplo é a construção do Club Renaissance, projeto ligado à vinda de Beyoncé ao país, que envolveu comunidades diretamente conectadas à artista no processo criativo.
“Ninguém se conecta melhor com o público do que quem vive aquela cultura todos os dias. Trazer essas pessoas para a mesa de decisão é o que define o sucesso da experiência”, afirma.
Para a IDW, o principal erro do mercado ainda está em tratar projetos culturais como ações isoladas.
“Um projeto precisa ser pensado como ecossistema. Com narrativa contínua, comunidade no centro e legado claro. É isso que faz as pessoas quererem viver aquilo de novo”, diz.
O futuro como construção
A partir de sua participação em fóruns globais como o SXSW, a empresa reforça uma visão que orienta sua atuação: o futuro não é apenas previsto é construído.
“Mais do que antecipar tendências, é possível criar futuros. E isso só acontece com escuta real, diversidade de pensamento e envolvimento profundo com a cultura”, afirma Potyra.
Nesse cenário, o entretenimento deixa de ser apenas uma ferramenta de comunicação e passa a ocupar um papel estratégico na forma como marcas constroem relevância, conexão e valor cultural no Brasil.
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