Sepultura faz último show em Portugal e rejeita melancolia
Nos bastidores do Rock in Rio Lisboa, Andreas Kisser fala da despedida da banda

Sepultura no Rock in Rio (Divulgação/Jordan Alves)
Andreas Kisser não trata a despedida do Sepultura com lamentos e lamúrias. Nos bastidores do Rock in Rio Lisboa, neste domingo (21), o guitarrista afirmou à Billboard Brasil que a reta final da banda foi planejada com antecedência e tem sido vivida como uma celebração.
“Não tem nenhum fator melancólico ou triste, porque a gente está muito consciente. Foi uma escolha. É isso que a gente queria e é isso que a gente está fazendo”, disse Andreas.
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A apresentação no Rock in Rio Lisboa marca a última passagem do Sepultura por Portugal antes do encerramento da carreira. A banda brasileira já tinha tocado na primeira edição portuguesa do festival, em 2004, e voltou agora dentro da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”.
Segundo Andreas, a decisão de encerrar as atividades começou a ser discutida antes mesmo do anúncio oficial. “Esse foi o planejamento. Dois anos antes do anúncio a gente já estava conversando sobre possibilidades e resolveu seguir esse caminho”, afirmou.
O músico disse que a turnê abriu espaço para a banda passar por lugares que ainda não tinham entrado na rota do Sepultura. “São três anos de despedida indo a vários lugares, como a Islândia, por exemplo, pela primeira vez. Tocamos Lollapalooza, que não é um festival de metal, e eles nos deram essa oportunidade também”, contou.
Para o guitarrista, Portugal tem peso próprio nessa história. “Nada melhor do que estar aqui, num palco que a gente conhece muito bem, o Rock in Rio, e festejar 42 anos de história com os ‘sepulmaníacos’ aqui de Portugal”, disse. “Já viemos aqui tantas vezes, em várias formações diferentes, anos e situações. Portugal sempre recebeu muito bem.”
Último show do Sepultura será em São Paulo
Depois da etapa europeia, o Sepultura ainda tem compromissos importantes no Brasil. Andreas lembrou que o Rock in Rio, no Rio de Janeiro, será o penúltimo show da carreira da banda, em 5 de setembro, com um repertório voltado apenas à fase de Derrick Green nos vocais.
“Vai ser um show exclusivo e único para o Rock in Rio”, afirmou.
O encerramento definitivo está marcado para 7 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A escolha do local também tem ligação com a trajetória do grupo. Andreas citou a apresentação feita em 1992 na Praça Charles Miller, em frente ao estádio, como um ponto importante na memória do Sepultura.
“O Pacaembu tem uma história de Sepultura. Nós tocamos lá em 1992, num show caótico na Praça Charles Miller, que teve até gente machucada. Foi um show histórico para a banda, logo antes de a gente partir para uma turnê internacional que levou três anos”, disse.
O guitarrista afirmou que a preparação para a despedida em São Paulo é grande, mas que a banda vê o momento com satisfação. “A gente tem trabalhado muito nesse show, mas está muito feliz de ter essa oportunidade. Está sendo muito melhor do que a gente imaginava.”
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