Sepultura faz último show em Portugal: ‘Adeus não tem melancolia’, diz Andreas
Nos bastidores do Rock in Rio Lisboa, Andreas Kisser fala da despedida da banda

Sepultura no Rock in Rio (Divulgação/Jordan Alves)
Andreas Kisser não trata a despedida do Sepultura com lamentos e lamúrias. Nos bastidores do Rock in Rio Lisboa, neste domingo (21), o guitarrista afirmou à Billboard Brasil que a reta final da banda foi planejada com antecedência e tem sido vivida como uma celebração.
“Não tem nenhum fator melancólico ou triste, porque a gente está muito consciente. Foi uma escolha. É isso que a gente queria e é isso que a gente está fazendo”, disse Andreas, sem citar a ausência dos irmãos Cavalera na despedida marcada para novembro.
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A apresentação no Rock in Rio Lisboa marca a última passagem do Sepultura por Portugal antes do encerramento da carreira. A banda brasileira já tinha tocado na primeira edição portuguesa do festival, em 2004, e voltou agora dentro da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”.
Segundo Andreas, a decisão de encerrar as atividades começou a ser discutida antes mesmo do anúncio oficial. “Esse foi o planejamento. Dois anos antes do anúncio, a gente já estava conversando sobre possibilidades e resolveu seguir esse caminho”, afirmou.
O músico disse que a turnê abriu espaço para a banda passar por lugares que ainda não tinham entrado na rota do Sepultura. “São três anos de despedida, indo a vários lugares, como a Islândia, por exemplo, pela primeira vez. Tocamos Lollapalooza, que não é um festival de metal, e eles nos deram essa oportunidade também”, contou.
Para o guitarrista, Portugal tem peso próprio nessa história. “Nada melhor do que estar aqui, num palco que a gente conhece muito bem, o Rock in Rio, e festejar 42 anos de história com os ‘sepulmaníacos’ aqui de Portugal”, disse. “Já viemos aqui tantas vezes, em várias formações diferentes, anos e situações. Portugal sempre recebeu muito bem.”
Último show do Sepultura será em São Paulo
Depois da etapa europeia, o Sepultura ainda tem compromissos importantes no Brasil. Andreas lembrou que o Rock in Rio, no Rio de Janeiro, será o penúltimo show da carreira da banda, em 5 de setembro, com um repertório voltado apenas à fase de Derrick Green nos vocais.
“Vai ser um show exclusivo e único para o Rock in Rio”, afirmou.
O encerramento definitivo está marcado para 7 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A escolha do local também tem ligação com a trajetória do grupo. Andreas citou a apresentação feita em 1992 na Praça Charles Miller, em frente ao estádio, como um ponto importante na memória do Sepultura.
“O Pacaembu tem uma história com o Sepultura. Nós tocamos lá em 1992, num show caótico na Praça Charles Miller, que teve até gente machucada. Foi um show histórico para a banda, logo antes de a gente partir para uma turnê internacional que levou três anos”, disse.
O guitarrista afirmou que a preparação para a despedida em São Paulo é grande, mas que a banda vê o momento com satisfação. “A gente tem trabalhado muito nesse show, mas está muito feliz de ter essa oportunidade. Está sendo muito melhor do que a gente imaginava.”
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