Em ‘Delirar’, Zaynara aproxima beat melody, pop e rock doido
Audiovisual foi gravado em Belém e tem participação da Gang do Eletro

Zaynara lança EP 'Delirar' (Divulgação/Fernando Pinheiro)
Zaynara lança “Delirar” às 21h desta quinta-feira (28), levando o beat melody para uma zona ainda mais elétrica. No novo EP, a cantora paraense aproxima a batida do brega melody de elementos eletrônicos, guitarras com traços de calypso, referências das aparelhagens e a energia do rock doido. O audiovisual do projeto estreia no YouTube na sexta-feira (29), às 11h. Gravado em Belém, o trabalho tem produção de Will Love, da Gang do Eletro, e reúne cinco faixas, entre inéditas, remixes e releituras de músicas já conhecidas do repertório da artista.
Em entrevista à Billboard Brasil, Zaynara diz que o beat melody já carrega uma base eletrônica e que “Delirar” acentua esse lado. “O Beat Melody em si já é uma batida muito eletrônica, é aquela vertente do brega mais eletrônica, com uma pitada de calypso nas guitarras e na bateria também. Dessa vez, a gente trouxe ainda mais do eletrônico e mais do universo das aparelhagens, o que se assemelha muito ao que é o Rock Doido em si”, afirma.
O EP também revisita o começo da trajetória da cantora. Zaynara lançou “É Beat Melody” em 2022 e, desde então, passou a usar o gênero como eixo do seu pop. “Propositalmente, a gente quis revisitar esse momento do Beat Melody do meu primeiro álbum. Eu queria muito trazer isso nesse álbum agora, fazer algo bem especial”, diz Zaynara. Ela também descreve “Delirar” como um reencontro com a linguagem audiovisual do início da carreira, mas com outro tratamento cênico: menos aberto, mais tecnológico, mais próximo do público.
A ligação de Zaynara com Belém e as aparelhagens
O repertório abre com “Algema”, faixa foco do EP, composta por DJ Bispo Júnior, Daniel Ferrera e Júlia Jóia. A tracklist ainda inclui “Delirar”, “A Destruidora” com participação da Gang do Eletro, “Aceita Meu Tchau” e “Águas Rasas”. As duas últimas saem em versões remixadas, com roupagens mais eletrônicas. “Águas Rasas”, segundo Zaynara, era uma música pedida pelo público nos shows e ganhou uma leitura “mais das aparelhagens, um pouco mais eletrônica e dançante”.
A presença da Gang do Eletro tem peso no som do projeto. Zaynara diz que já queria trabalhar com o grupo havia algum tempo e que levou a admiração para dentro do repertório, especialmente no remix de “A Destruidora”, faixa do primeiro álbum. “Eu sou muito fã da Gang do Eletro e já queria há algum tempo fazer um trabalho com eles. Então trouxe eles para o remix de ‘A Destruidora’, que é uma música que eu adoro, do meu primeiro álbum, e na qual sempre acreditei”, conta. Will Love assina a produção, enquanto a direção musical também passou por Danilo Rosa e pelo pai da cantora.
“Delirar” foi gravado em Belém, e é o primeiro registro dela ao vivo com público presente. A escolha reforça a ligação da artista com a cena local, mas também ajuda a explicar a estética do projeto: mais perto da pista do que do estúdio. “Não tinha como eu escolher outro lugar e outra forma para fazer esse audiovisual. Eu queria mesmo que a galera que estivesse ali comigo vivesse aquele momento”, diz. “Foi um delírio coletivo.”
O momento de Zaynara na música brasileira
A fase chega depois de uma sequência de marcos na carreira. Zaynara venceu a categoria Revelação do Ano no Prêmio Multishow 2024, também ganhou como revelação no WME Awards 2024, integrou a lista global “Artists to Watch 2026” da Amazon Music como única brasileira selecionada e lançou “Amor Perene” em 2025 pela Sony Music Brasil. O álbum anterior tem dez faixas e foi lançado em 9 de outubro de 2025.
Nos palcos, a cantora também ampliou circulação. Passou pelo Supernova do Rock in Rio 2024, esteve no projeto Amazônia Live, em Belém, ao lado de Dona Onete, Joelma e Gaby Amarantos, e integrou a programação do Nômade Festival 2026, em São Paulo.
Para Zaynara, a projeção fora do Norte não significa diluir a origem. “Fazer algo sem esquecer minhas raízes sempre foi lógico, objetivo para mim. Nunca passou pela minha cabeça esquecer a sonoridade ou esquecer de trazer isso para o meu universo”, afirma.
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