Xande de Pilares celebra 80 anos do Sesc em nova unidade de Paraty
Centro de referência e hub para atividades artísticas tem mais de 28 mil m²

Xande de Pilares na inauguração do Sesc Caborê (Andressa Mendes/Divulgação)
Xande de Pilares revisitou sucessos e homenageou bambas na celebração dos 80 anos do Sesc, na noite de quarta-feira (12), em Paraty (RJ). O evento também marcou a inauguração da grande unidade Caborê, um centro de referência para atividades artísticas em um terreno de mais de 28 mil metros quadrados de extensão.
No palco, Xande lembrou que parte de sua educação musical aconteceu justamente na plateia da instituição.
“Quando era mais novo, eu sempre ia ver shows de artistas no Sesc: Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Jovelina, Alcione. Ver esses artistas ao vivo me deu a oportunidade de seguir meu sonho”, disse.
O show de Xande foi organizado, na prática, em dois grandes blocos. No primeiro, Xande percorreu músicas de sua carreira solo e do período em que esteve à frente do Grupo Revelação.
“Coração Radiante”, “Grades do Coração”, “Deixa Acontecer”, “Preciso Te Amar”, “Saudade do Amor” e “Só Vai de Camarote” estiveram entre as canções escolhidas para reconstruir essa trajetória sem transformar a apresentação em retrospectiva cronológica. O cantor integrou o Revelação durante a fase em que o grupo consolidou sucessos como “Saudade do Amor” e “Velocidade da Luz”.
Xande homenageia Fundo de Quintal e Zeca Pagodinho
O segundo bloco ampliou a roda. Xande passou a encadear covers e homenagens a diferentes gerações do samba e da música brasileira, incluindo alguns dos artistas que havia acabado de citar como referências de infância.
De Zeca Pagodinho, vieram, entre outras, “Faixa Amarela” e “Brincadeira Tem Hora”, duas músicas associadas ao repertório do cantor desde as décadas de 1990 e 1980, respectivamente. Já o Fundo de Quintal, outro nome lembrado na fala de Xande, apareceu com músicas como “Pela Hora” e “Ô Irene”.
Às margens do rio Perequê-Açu, o novo espaço integra o Polo Sociocultural Sesc Paraty, ao lado do Sesc Santa Rita, no Centro Histórico. A inauguração é a primeira etapa das obras, com a abertura dos espaços voltados a atividades culturais, educativas e de convivência.
O projeto seguirá em expansão até 2029, quando está prevista a conclusão de uma segunda fase de obras, que inclui anfiteatro e áreas para espetáculos, festivais, conferências e eventos maiores. Com a nova unidade, a instituição projeta triplicar sua capacidade anual de atendimento na cidade, de cerca de 20 mil para 60 mil pessoas.
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Antes do show, Zezé Motta participou da celebração dos 80 anos do Sesc com a leitura de dois textos de um livro que reunirá 80 crônicas baseadas em histórias do público da instituição. O volume tem lançamento previsto para o fim deste ano.
A atriz e cantora também levou música à cerimônia e interpretou “Minha Missão”, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, samba consagrado na voz de Clara Nunes.
Zezé substituiu Fernanda Montenegro, inicialmente anunciada para a programação e ausente por questões de saúde. A inauguração também teve discurso de José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.
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