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Thiaguinho exalta Preta Gil em série: ‘Era um gênero musical, tinha assinatura’

Cantor recorda a emoção da amiga ao interpretar 'Estrela', de Gilberto Gil

Thiaguinho recorda encontros musicais e a amizade com Preta Gil em série do Globoplay (Divulgação)

Thiaguinho recorda encontros musicais e a amizade com Preta Gil em série do Globoplay (Divulgação)

Thiaguinho definiu Preta Gil como uma artista que conseguiu construir uma identidade própria mesmo tendo crescido sob a influência musical de Gilberto Gil. Em trecho de “Meu Nome é Preta”,  o cantor analisa a voz, o repertório e a presença de palco da amiga.

A série Original Globoplay estreia na próxima segunda-feira, 20 de julho, data que marca um ano da morte de Preta. Dividida em quatro episódios, a produção revisita diferentes momentos da vida da cantora por meio de imagens de arquivo e depoimentos de familiares, amigos e parceiros de trabalho.

 “É muito difícil criar uma personalidade vocal e imprimir o próprio jeito de cantar, ainda mais sendo filha de alguém que já tem uma identidade musical tão marcante como a de Gilberto Gil”, afirma Thiaguinho.

“Mas ela fez isso: cantou do jeito dela, com um repertório que era a sua cara. A Preta era um gênero musical. ‘Sinais de Fogo’ é uma música com a assinatura da Preta Gil”, completa.

Composta por Ana Carolina, “Sinais de Fogo” tornou-se um dos principais sucessos da carreira de Preta. A faixa permaneceu no repertório da cantora ao longo dos anos e também passou a ser usada por artistas e fãs em homenagens após sua morte.

Thiaguinho lembra dueto de “Estrela” com Preta Gil

Além de analisar o trabalho musical da amiga, Thiaguinho relembra na série os encontros que os dois tiveram nos palcos. Segundo o cantor, os registros das apresentações ajudam a resumir a relação de afeto mantida por eles.

“Em todos os vídeos meus com a Preta, nós estamos cantando juntos, abraçados e de mãos dadas”, diz.

Entre essas apresentações está um dueto de “Estrela”, composição de Gilberto Gil. Thiaguinho conta que Preta inicialmente ficou insegura diante da responsabilidade de interpretar uma música do pai.

“Eu a convidei para cantar ‘Estrela’, uma música do pai dela. No início, ela hesitou por achar que era uma responsabilidade muito grande”, recorda.

“Quando cantou, se emocionou e chorou muito. Foi um momento muito forte para ela.”

O cantor também destaca a forma como Preta transformava os shows em espaços de comunicação direta com a plateia. Para Thiaguinho, a conexão não dependia apenas do repertório, mas da maneira como ela ocupava o palco.

“Ela conseguia se expressar de uma forma muito bonita. Quem ia ao show dela testemunhava uma entrega que ia muito além da música. Estava na maneira como ela cantava e se comunicava com o público”, afirma.

Quando estreia “Meu Nome é Preta”?

“Meu Nome é Preta” estreia em 20 de julho no Globoplay. O primeiro dos quatro episódios poderá ser assistido gratuitamente, inclusive por pessoas que não assinam o serviço de streaming.

Os capítulos seguintes serão publicados às segundas-feiras. A exceção será o quarto e último episódio, marcado para 8 de agosto, sábado em que Preta Gil completaria 52 anos.

Com direção de Mini Kerti e produção da Conspiração, a série reúne depoimentos inéditos de nomes como Gilberto Gil, Flora Gil, Bela Gil, Fran Gil, Ivete Sangalo, Ana Carolina, Regina Casé, Carolina Dieckmann, Gominho e Duh Marinho.

A produção é de Carolina Jabor, Luísa Barbosa e Renata Brandão, com roteiro de Victor Nascimento e produção associada de Flora Gil.

Globo também exibe documentário sobre Preta Gil

A série integra o projeto “Quanto Mais Preta Melhor”, criado pela Globo para reunir homenagens à trajetória da cantora. Também em 20 de julho, a TV Globo exibe o filme documental “Preta – Eu Não Ando Só”, após a novela “Quem Ama Cuida”.

O documentário acompanha o período de tratamento contra o câncer a partir de vídeos gravados pela própria Preta, por familiares e por amigos que formaram sua rede de apoio. O projeto nasceu de um pedido da cantora para que sua experiência fosse registrada.

“Preta – Eu Não Ando Só” tem direção artística de Monica Almeida, direção de Sandra Kogut, roteiro de Renato Terra, produção executiva de Fernanda Neves e produção de Elaine Sá.