SXSW 2026: Como a IA redefine o futuro dos negócios

IA na música (Feito por IA da Meta)
Ao longo dos seis dias de imersão no SXSW 2026 em Austin, Texas, ficou evidente que a inteligência artificial não apenas mantém seu protagonismo, como se consolida como uma das principais forças de transformação da atualidade. A diferença em relação aos últimos anos está na maturidade do debate.
IA e seres humanos juntos
A IA deixou de ser apenas uma promessa tecnológica para se tornar uma responsabilidade estratégica. A discussão evoluiu e a pergunta já não se limita ao que a tecnologia pode fazer, mas passa a considerar como, onde e sob quais critérios ela deve ser aplicada.
Nesse novo contexto, emerge com força a ideia de coprotagonismo entre inteligência artificial e ser humano. Trata-se de uma relação em que acelerar a tecnologia é fundamental, desde que acompanhada de direção, intenção e responsabilidade.
Em diferentes trilhas do evento, da tecnologia à saúde e da cultura às cidades, uma mensagem se repetiu: o valor da IA cresce exponencialmente quando há liderança humana ativa no processo. Isso implica uma mudança relevante dentro das organizações.
A inteligência artificial deixa de ser um tema restrito ao departamento de tecnologia e passa a ocupar o centro das decisões estratégicas, exigindo envolvimento direto do C-level. Cabe aos líderes definir, com agilidade e clareza, onde a IA deve ser aplicada.
O objetivo é gerar impacto positivo para consumidores, cidadãos ou para a sociedade como um todo. Mais do que adotar a tecnologia, torna-se essencial conduzi-la. A aceleração da IA é desejável e necessária, mas precisa de governança e critério.
Comunidade e “mattering”
Outro ponto de destaque no evento foi a crescente relevância de temas como pertencimento, comunidade e o conceito de “mattering”, a sensação de ser visto e valorizado. Em um ambiente mediado por tecnologia, essas dimensões ganham ainda mais peso.
A percepção é clara: nem toda conexão gera valor. Em um cenário de excesso de estímulos, passam a se destacar as conexões intencionais, que promovem presença, escuta e troca genuína entre as pessoas.
Essa combinação entre avanço tecnológico e aprofundamento humano revela uma tendência consistente. Quanto mais a IA evolui, maior se torna a necessidade de experiências autênticas, coletivas e emocionalmente significativas para o público.
O diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de implementar inteligência artificial, mas na habilidade de equilibrá-la com repertório, criatividade, empatia e construção de comunidade. Esse olhar encontra conexão direta com a School of Rock.
Em um contexto em que informação e execução tendem à automação, ganham relevância experiências que não podem ser substituídas por conveniência digital. Isso inclui prática em grupo, palco, expressão individual, convivência e pertencimento.
Aprender música, nesse sentido, vai além da técnica. Trata-se de desenvolver identidade, confiança, escuta ativa e presença. Trata-se de formar indivíduos capazes de colaborar, criar e se conectar de forma genuína.
Essa jornada se amplia em experiências transformadoras, como apresentações em grandes festivais. Entre eles estão o Rock in Rio Lisboa, Summerfest, João Rock, Prime Rock e Bangers Open Air.
Estúdios
Houve também vivências em estúdios icônicos como o Abbey Road Studios e o Sonastério. Essas experiências fortalecem competências que se tornam estratégicas na era da inteligência artificial: colaboração, disciplina, criatividade e conexão humana real.
Ao final do evento, uma convicção se reforça: a próxima grande vantagem competitiva virá do equilíbrio. A inteligência artificial seguirá como protagonista, mas seu impacto será determinado pela qualidade das decisões humanas que a orientam.
Em um mundo moldado por algoritmos, liderar não será apenas adotar tecnologia, mas garantir que ela avance na direção certa. É preciso ampliar capacidades, gerar valor e, sobretudo, preservar aquilo que nos torna essencialmente humanos.
A construção de um equilíbrio saudável entre humanidade e máquina depende de uma atuação ativa da liderança e de intervenções no presente. Esse não é um debate para depois, mas uma responsabilidade urgente que exige posicionamento agora.
Paulo Portela, CEO da School of Rock Brasil, School of Rock Portugal e School of Rock Espanha
TRENDING
- MAMA Awards 2026 anuncia data e local da premiação 31/03/2026
- BTS: V relembra infância e trajetória até fama global 29/03/2026
- BTS faz história e coloca todas as faixas de ‘ARIRANG’ no Hot 100 Brasil 31/03/2026
- BTS conquista 7º topo da Billboard com ‘ARIRANG’ 30/03/2026
- BABYMETAL retorna ao Brasil para show único em São Paulo 31/03/2026