Cueca da sorte e dedos cruzados: as superstições da torcida brasileira

Torcida do Brasil no Village Superbet (Renata Meireles)
Que o futebol é uma das maiores paixões do Brasil, ninguém pode negar. E, além desse amor à camisa, o brasileiro também carrega consigo um bocado de superstições para fazer (ou não fazer) antes, durante e depois de jogos importantes. Logo, durante a Copa do Mundo, isso fica ainda maior.
Eu, por exemplo, nunca mais pintei as unhas com as cores da bandeira (um pedido comum nos salões de beleza do país inteiro nesse período). O motivo? A última vez que fiz isso, a seleção caiu nas quartas em uma derrota para a França de 2006. E, como eu sei que não sou a única, a Billboard Brasil conversou com torcedores durante o jogo do Brasil contra o Haiti, na sexta (19), que foi transmitido em telões enormes na Superbet Apresenta: Arena Brasileira.
Antes da bola rolar em campo contra o Haiti, o público pôde conhecer diversas ativações espalhadas pelo Parque Ibirapuera, além de curtir shows de nomes como Dilsinho e Anitta. E já naquele momento pré-jogo, tinha uma galera colocando suas superstições em dia. Vestido com a camisa oficial do Brasil, e torcendo para ganhar uma oficial no estande da Superbet, Eric Candeu, de 38 anos, contou que costuma usar outra peça de roupa da sorte durante os jogos: a cueca.
“Eu não sou tão fã de futebol, sabe? Mas eu gosto da seleção brasileira, tanto em Copas quanto em amistosos, assim, eu sempre acompanho”, contou Eric. “Usar a camisa é muito importante pra mim, mas eu também sempre uso uma cueca com alguma das cores da bandeira”. Na estreia do Brasil na Copa, quando a seleção empatou com o Marrocos, ele disse que estava com uma cueca amarela, e não iria repetir a cor. “Hoje estou com uma azul”. Coincidência ou não, os meninos do Brasil entraram em campo com a camiseta azul e venceram o Haiti por três a zero.
Yuri Novalho, de 28 anos, também vai na mesma linha que Eric, mas de uma forma diferente. Para ele, é importante assistir todos os jogos com alguma peça que remeta ao verde e amarelo brasileiro. “Normalmente a camisa, mas alguma coisa tem que remeter às cores da bandeira”, disse. Ele estava acompanhado do irmão, Thales Novalho, de 25, que também segue o mesmo princípio: o Brasil precisa estar representado na roupa do torcedor.
Tanto os irmãos Novalho quanto Eric estavam acreditando numa vitória brasileira, mas Renan Ortiz, de 31 anos, tinha uma carga na manga caso o Brasil enfrentasse alguma falta perigosa ou pênalti: “Eu cruzo os dedos. Todos. Tanto da mão quanto do pé”, contou ele, me mostrando como costuma fazer o gesto. E ele é investido, pois conseguiu cruzar mesmo segurando dois copos, um em cada mão. “Seja em pênalti ou falta, eu cruzo todos os meus dedos. Hoje estou acreditando na vitória… Não sei se vai ter pênalti, mas acredito num 4 a 0″, disse, esperançoso.
Esse último gol não veio, mas o 3 x 0 foi celebrado à altura. E as superstições renovadas para o próximo jogo,
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