Sticky Fingers sobre Brasil: ‘Sinto que já conheço o lugar’, diz baterista
À Billboard Brasil, Erick fala de família e da relação com o país

Sticky Fingers (Reprodução/Facebook)
Sticky Fingers está de volta ao Brasil. A banda australiana, conhecida por misturar rock psicodélico, reggae e indie soul, anunciou quatro shows no país em agosto, com The Terrys como convidado especial: dia 6, em São Paulo; dia 8, em Curitiba; dia 11, no Rio de Janeiro; e dia 14, em Belo Horizonte.
Em entrevista à Billboard Brasil, o baterista Erick “Beaker” Best, que tem ascendência brasileira por parte de mãe, falou sobre a relação afetiva da Sticky Fingers com o país, memórias de turnês passadas, o processo de aprender português e a torcida pelo Brasil na Copa do Mundo (mas que, infelizmente, não deu sorte).
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Billboard Brasil: A Sticky Fingers está voltando ao Brasil depois de alguns anos. O que passa pela sua cabeça sabendo que os fãs brasileiros estavam esperando esse retorno?
Erick: Pra mim é pura empolgação, porque o Brasil é um dos lugares que eu mais gosto de visitar, e a banda também ama vir pra cá. A gente tem uma conexão especial porque minha mãe é brasileira, então, crescendo, os caras sempre estiveram cercados pela cultura brasileira de alguma forma. Sempre tem aquela expectativa de chegar aí — só que a gente sempre teve dificuldade de conseguir voltar, sei lá por quê. Mas toda vez que a gente chega, fica muito, muito animado. Acho que essa vai ser a terceira vez. Ainda não é suficiente.
Você já disse que o Brasil parece uma segunda casa pra você e pra banda. Ainda é assim?
Com certeza. Eu já vim pra cá várias vezes, tenho muita família aqui. Minha mãe tem sete irmãos e três irmãs, então eu tenho uma quantidade absurda de primos — sério, às vezes nem sei quem é meu primo ou não, fico até perguntando “a gente é parente?”. É incrível. Então sim, parece minha casa. Assim que a gente pousa no Rio, já saio andando por aí com a sensação de que já conheço o lugar, saio pra comer, pra passear… já sei pra onde ir. É muito bom.
Você tem alguma lembrança especial da primeira vez que vocês tocaram no Brasil?
Foi bem engraçado, porque a gente estava superanimado pra tocar, mas o hotel onde estávamos hospedados teve uma pré-festa gigante. Fomos pra lá na noite anterior e, quando vimos, já eram 10h da manhã, ninguém tinha dormido. A gente ficou tipo: “caramba, estamos tão animados pra tocar e vamos soar horrível”. E realmente foi um dos piores shows que já fizemos. Mas esse mesmo festival nos chamou de volta uns dois anos depois, e aí sim, senti que a gente reconquistou o público, porque tocamos muito bem daquela vez.
Foi uma experiência engraçada, porque a gente ficou tão empolgado que se deixou levar pela festa – porque é assim mesmo, o Brasil empolga a gente. Mas no fim conseguimos entregar um show muito bom. Até hoje a gente lembra e dá risada daquela noite.

E o seu português, como está?
“Quando eu chego no Brasil, se eu fico um mês, eu já estou falando melhor, sabe? Aqui na Austrália não falo muito, tenho muitos amigos brasileiros, os círculos que ando só falam português, então eu esqueço muitas coisas, sabe? Mas quando eu volto pro Brasil, já estou falando melhor, sabe, só tenho que praticar.” Ainda tenho muito trabalho pela frente [risos]. Mas é engraçado, eu esqueço, mas parece que volta rápido assim que eu chego lá. Estou pensando em ficar um mês a mais depois da turnê só pra ficar com a família e me reconectar, o que vai ser muito bom.
Vi os vídeos de comédia de vocês no Instagram. Sticky Fingers tem esse clima engraçado, né? Como foi produzir esse conteúdo?
Eu que escrevi o roteiro. Não sabia se ia funcionar, mas falei “vamos só nos divertir com isso”. Acho que, individualmente, a gente é engraçado mesmo. A gente não consegue se levar muito a sério, porque o que a gente faz é um privilégio — a gente faz música pra viver, então nosso trabalho não pode ser tão sério assim. Meu “chefe” é o Pat e o Crabs e os outros caras. Eu posso mandar eles pra aquele lugar e eles podem mandar eu também, mas a gente se ama, sabe? A gente é feliz e se diverte, e sabe que tem muita sorte de poder fazer isso.
E sobre a Copa do Mundo: o Brasil tinha sua torcida?
Claro, com certeza, eu tenho que torcer. Lembro de assistir minha primeira Copa do Mundo na Austrália: minha mãe comprou uma camisa da seleção brasileira pra mim, a gente foi pra um lugar chamado Casa Brasil ou algo assim, e era tudo muito brasileiro. Então, mesmo tendo nascido na Austrália, eu tenho que torcer pelo Brasil. O Brasil é gigante no futebol.
Ouça os maiores sucessos de Sticky Fingers
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