Spotify adiciona audiolivros nos EUA e pode cortar R$ 29 bilhões de compositores
Organizações classificaram como 'cínica' decisão da plataforma

(Reuters)
O Spotify está prestes a mudar a forma de pagamento de direitos autorais a compositores nos Estados Unidos —o corte pode chegar a R$ 30 bilhões de reais (o equivalente a U$ 150 milhões)— e o mundo musical norte-americano está reclamando alto.
Depois da adição de audiolivros nas versões premium, duo e família, a plataforma passar a licenciar livros e músicas em uma única oferta de assinatura. De acordo com o Spotify, o aumento para tal oferta será de “apenas” US$ 1 (cerca de R$ 5).
Essa mudança faz o Spotify migrar de categoria. Antes, a plataforma era classificada como “serviço portátil de assinatura” passando, agora para “serviço de assinatura em pacote”.
As organizações que cuidam dos interesses dos compositores e dos editores (a National Music Publishers Association [NMPA] e a Nashville Songwriters Association International [NSAI]) discordam do posicionamento da plataforma e adotaram um tom mais agressivo para rebater a decisão.
A NMPA chamou de “movimento cínico e potencialmente ilegal”, acrescentando que “é uma perversão contrária aos acordos estabelecidos em 2022”.
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