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São Julhão Festival reúne música e cultura nordestina no Pacaembu

Primeira edição teve João Gomes, Alceu Valença e Calcinha Preta como destaques

São Julhão Festival (Divulgação)

São Julhão Festival (Divulgação)

A primeira edição do São Julhão Festival terminou neste domingo (9), em São Paulo, depois de cinco dias de programação no complexo do Pacaembu. Entre 5 e 9 de agosto, a Mercado Livre Arena Pacaembu e a Praça Charles Miller receberam shows, humor, circo, gastronomia e atividades culturais inspiradas nos nove estados do Nordeste.

Além de concentrar grandes nomes da música nordestina, o festival apostou em uma programação que mudou de ritmo a cada dia. Entre espetáculos de comédia, atrações circenses, forró, piseiro e arrocha, a primeira edição construiu seus momentos de destaque até chegar ao encerramento marcado pela chuva e pelo coro do público com a Calcinha Preta.

 

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Terça e quarta com humor e circo

A programação começou na terça-feira (5) com Tom Cavalcante e o espetáculo “O Tom Tá On”. O humorista abriu o festival levando à Arena uma atração que fugia do formato tradicional de um evento musical.

Nos dias 5 e 6, Tirulipa também comandou o Circo do Tiru na Praça Charles Miller. A estrutura circense ampliou a programação do festival e criou uma alternativa aos shows para o público que circulava pelo espaço.

A festa teve ainda GKay e Tirulipa como anfitriões. A dupla participou da condução do evento e ajudou a estabelecer o tom de celebração popular que acompanhou a programação.

Sexta-feira reuniu gerações do forró

Dorgival Dantas no São Julhão Festival (Divulgação)
Dorgival Dantas no São Julhão Festival (Divulgação)

A música ganhou protagonismo na sexta-feira (7), com apresentações de Dorgival Dantas, Alceu Valença e João Gomes. O encontro colocou no mesmo palco diferentes gerações e vertentes da música nordestina.

Dorgival levou ao festival sua combinação de forró e repertório romântico, enquanto Alceu Valença representou uma geração que ajudou a projetar ritmos nordestinos para além da região. João Gomes, por sua vez, trouxe o piseiro e a linguagem de uma nova geração de artistas.

No mesmo dia, Jonatha e Cristiano se apresentaram no palco da Vila São Julhão, na Praça Charles Miller, espaço de acesso gratuito que reuniu música, gastronomia, cenografia e atividades culturais.

Alceu Valença no São Julhão Festival (Divulgação)
Alceu Valença no São Julhão Festival (Divulgação)

Sábado teve encontro de gerações e Pablo na plateia

O sábado (8) foi marcado por uma programação que colocou lado a lado nomes de diferentes momentos da música brasileira. Mari Fernandez, Zé Vaqueiro, Fagner e À Vontade comandaram os shows da noite.

Um dos momentos mais espontâneos aconteceu durante a apresentação de Pablo. O cantor deixou o palco e caminhou até a grade para cantar no meio do público, cercado pelos fãs.

A cena aproximou artista e plateia e levou o arrocha para dentro da multidão. O gesto acabou se tornando um dos registros mais particulares da primeira edição do festival.

Domingo terminou com chuva e Calcinha Preta

Calcinha Preta no São Julhão Festival (@victorcarvalhoph)
Calcinha Preta no São Julhão Festival (@victorcarvalhoph)

O último dia reuniu Toque Dez, Nattan, Xand Avião, Henry Freitas e Calcinha Preta. A programação atravessou diferentes vertentes do forró e do piseiro antes de chegar ao encerramento.

Foi justamente a chuva que caiu durante a noite que criou uma das cenas mais marcantes do festival. Mesmo debaixo d’água, o público permaneceu diante do palco para acompanhar a Calcinha Preta.

A plateia cantou junto com a banda os sucessos que atravessam gerações. Sob a chuva, artistas e público transformaram o encerramento em um grande coro coletivo, dando ao último show um caráter diferente do restante da programação.

João Gomes no São Julhão Festival (Divulgação)
João Gomes no São Julhão Festival (Divulgação)

Vila São Julhão levou Nordeste à praça

Enquanto a Arena concentrou os principais shows, a Praça Charles Miller recebeu a Vila São Julhão, com entrada gratuita. O espaço combinou gastronomia, cenografia, apresentações e atividades ligadas à cultura popular nordestina.

A culinária apresentou sabores de diferentes partes do Nordeste, enquanto a cenografia reproduziu elementos associados à região. Grandes bonecos inspirados em figuras como Luiz Gonzaga ajudaram a transformar a praça em uma espécie de extensão temática do festival.

A Vila também recebeu gincanas, atrações circenses e outras atividades culturais. A proposta foi fazer com que a experiência não dependesse apenas da programação musical da Arena.

Idealizado por Netinho Lins, empresário e CEO do Grupo DuBem, o São Julhão nasceu com a proposta de levar a São Paulo elementos dos grandes festejos de São João realizados no Nordeste. A programação procurou reunir música, humor e cultura em torno da diversidade dos nove estados da região.

Ao longo de cinco dias, o festival alternou humor, circo e música até chegar a um encerramento que resumiu a proposta do evento: uma multidão reunida para cantar música nordestina, mesmo debaixo de chuva. Na primeira edição, o São Julhão encontrou no Pacaembu um cenário para aproximar diferentes gerações e expressões culturais do Nordeste do público paulistano.

+Leia mais: São Julhão Festival divulga line-up completo em São Paulo

João Gomes no São Julhão Festival (@oxidany)
João Gomes no São Julhão Festival (@oxidany)