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43 músicas diferentes: os incríveis números do Rush após 4 noites em LA

Banda tocou 43 músicas diferentes em quatro noites históricas

Alex Lifeson e Geddy Lee do Rush (Grosby)

Alex Lifeson e Geddy Lee do Rush (Grosby)

A volta do Rush aos palcos já entrou para a história. Em quatro apresentações realizadas no Kia Forum (Los Angeles, EUA) no início da “Fifty Something Tour”, a banda canadense reuniu cerca de 16 mil fãs em cada noite e entregou mais de 12 horas de música, com repertórios diferentes a cada noite, resgatando clássicos raros e celebrando algumas das obras mais importantes de sua discografia.

Os quatro shows marcaram a estreia da nova formação de turnê, que reúne Geddy Lee e Alex Lifeson ao lado da baterista Anika Nilles e do tecladista Loren Gold. Pela primeira vez, o grupo passou a se apresentar com quatro músicos no palco.

Ao longo das quatro noites, foram executadas 104 músicas, distribuídas em repertórios que variaram entre 24 e 28 canções por apresentação. No total, o grupo apresentou 43 músicas diferentes, um desafio que exigiu da novata Anika Nilles o aprendizado de todo esse repertório para a estreia da turnê.

Somadas, as apresentações alcançaram aproximadamente 725 minutos de música ao vivo, o equivalente a 12 horas e 5 minutos. O show mais longo aconteceu na quarta e última noite, quando a banda permaneceu no palco por cerca de 3 horas e 15 minutos.

Uma das principais marcas da série de apresentações foi a constante mudança nos repertórios. Embora clássicos como “Tom Sawyer”, “YYZ”, “Limelight”, “Subdivisions”, “The Spirit of Radio” e trechos de “2112” tenham aparecido em todas as noites, cada show trouxe surpresas para os fãs mais dedicados.

A turnê também começou com um feito inédito: na primeira apresentação, pela primeira vez “Xanadu” abriu um show, encerrando uma espera de quase cinco décadas para os fãs da faixa lançada em 1977.

Outro destaque foi a execução de dois álbuns clássicos na íntegra ao longo da residência em Los Angeles. Em noites diferentes, a banda apresentou “Moving Pictures” e a suíte completa de “2112”, reforçando o caráter especial da estreia da turnê.

Mas a maior surpresa ficou reservada para o encerramento da quarta noite. Perto do fim de um set de 28 músicas, o grupo executou a composição “A Farewell to Kings” pela primeira vez desde 1979. A faixa-título do álbum lançado em 1977 não aparecia em um show do Rush havia 47 anos e se tornou a música mais antiga resgatada durante a passagem por Los Angeles.

Além da celebração musical, os shows também foram marcados por homenagens ao legado de Neil Peart. Em uma publicação feita após a estreia da turnê, Anika Nilles revelou que manteve um par de baquetas que pertenceu ao lendário baterista próximo ao seu kit durante a apresentação, em um gesto simbólico de respeito ao músico que ajudou a construir a história do Rush.

Com a residência em Los Angeles encerrada, a turnê “Fifty Something” segue agora por outras cidades da América do Norte, carregando consigo a promessa que marcou os primeiros quatro shows: nenhuma noite será igual à outra. No Brasil, eles aterrissam em janeiro de 2027.

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