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Rob Halford relembra como reagiu à morte de Ozzy Osbourne

'Enrolado em posição fetal', explicou o ícone do metal

Rob Halford e Ozzy Osbourne

Rob Halford e Ozzy Osbourne em publicação nas redes sociais (Reprodução/Instagram)

Em maio, o vocalista do Judas Priest, Rob Halford, revelou que ficou “arrasado” por não ter conseguido participar do show de despedida de Ozzy Osbourne com o Black Sabbath, realizado em julho no “Back to the Beginning. Assim como Ozzy, Halford também é de Birmingham, Inglaterra, mas infelizmente estava com a agenda dupla no dia 5 de julho, quando precisava tocar no show de 60 anos do Scorpions, em Hanover, na Alemanha.

Agora, após a morte de Osbourne em 22 de julho, aos 76 anos, vítima de um ataque cardíaco, Halford falou abertamente sobre a dor de perder o amigo e colega ícone do metal. Em entrevista ao programa “Talkin’ Rock with Meltdown”, o cantor de 73 anos contou que recebeu uma ligação no dia da morte de Ozzy e simplesmente desabou:

“Eu desliguei o telefone no quarto do hotel… e me encolhi em posição fetal, chorando sem parar por horas”

“Eu simplesmente não conseguia acreditar. Ainda não consigo acreditar”, acrescentou Halford. “Ainda estou de luto, como tantas outras pessoas.” O vocalista contou que o Judas Priest tinha um show no dia seguinte e descreveu a dificuldade em lidar com “toda essa tragédia, todo esse amor, porque nunca vi uma demonstração tão grande de carinho”. Mas, assim como em outras ocasiões em que a banda perdeu amigos queridos, o show continuou. Naquela noite, eles tocaram “Giants in the Sky”, faixa do álbum Invincible Shield (2024), que fala sobre lendas que já partiram deste mundo. A canção traz o refrão que ganhou um novo peso: “Homenagem às lendas / Até o fim amargo / Deixando um legado, meus amigos / Gigantes no céu / Vocês nunca morrerão.”

Durante a apresentação, Halford mencionou nomes como Lemmy Kilmister (Motörhead), Ronnie James Dio, Janis Joplin, Freddie Mercury e, naquela noite, Ozzy. Ele contou ao público:

“É muito difícil compreender tudo isso. Mas Ozzy diria: ‘Vamos festejar. Vamos rock and roll. Vamos viver, vamos aproveitar’. Isso fazia parte de seu coração, sua alma e seu espírito. Sempre que fazíamos shows juntos, ele me perguntava: ‘Você se divertiu?’”

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Halford lembrou ainda da generosidade e do espírito acolhedor de Osbourne, além de sua trajetória marcante tanto com o Sabbath quanto em carreira solo. “Ele era a personificação da bondade nesse sentido”, disse. O vocalista sugeriu que a melhor forma de atravessar o luto é continuar celebrando Ozzy e seu legado, lembrando da alegria e dos bons momentos. No caso do Priest, isso inclui manter a tradição de abrir os shows com o clássico War Pigs do Sabbath.

Ozzy morreu apenas 17 dias após seu último show, quando apresentou um set solo e uma reunião histórica com a formação original do Black Sabbath no Villa Park, em Birmingham, ao lado de lendas do metal como Guns N’ Roses, Tool, Metallica, Gojira, entre outros.

*Essa matéria é uma tradução da Billboard. Leia a original aqui