Published by Mynd8 under license from Billboard Media, LLC, a subsidiary of Penske Media Corporation.
Publicado pela Mynd8 sob licença da Billboard Media, LLC, uma subsidiária da Penske Media Corporation.
Todos os direitos reservados. By Zwei Arts.

‘MTG Quem Não Quer Sou Eu’: conheça o DJ Topo, autor da música mais ouvida no Brasil

Hit de Seu Jorge ganhou nova versão e tomou conta dos charts

DJ Topo

Instagram/Reprodução

A MTG Quem Não Quer Sou Eu” estreou no Hot 100 da Billboard Brasil. O hit de Seu Jorge ganhou uma versão funk e eletrônico criada por DJ Topo em parceria com MC Leozin e ficou em 3º lugar nos charts.

Nascido Thiago Toporcov, o produtor de 24 anos tem mais de um milhão de seguidores no Instagram. Sua paixão pela música começou na infância, quando começou a fazer aulas de guitarra.

“Quando eu tinha uns 12 anos, fui na minha primeira matinê em São Paulo. Foi a primeira vez que ouvi Martin Garrix, David Guetta, Tiesto… Nunca tinha ouvido esse estilo de música na vida, não tocava na rádio. Queria aprender a fazer e produzir esse negócio”, ele conta para a Billboard Brasil sobre sua ligação com o eletrônico.

O sonho ficou de lado para que o jovem se dedicasse ao curso de administração na faculdade. Foi em 2020 que DJ Topo iniciou a trajetória na música. Sua primeira faixa, “Rave Faded”, foi lançada em março daquele ano, em parceria com o Megabaile do Areias.

“Na época da pandemia, fazia home-office e queria fazer um projeto novo. O DJ GBR estava bombando muito e pensei: ‘Consigo fazer o mesmo, mas com meu jeito’. Comecei a postar músicas no YouTube e fez sucesso no nicho. Foi minha primeira virada de chave”, diz.

No ano seguinte, o produtor se destacou com “Passarinho Que Som É Esse” com MC PR e MC Cyclope, que acumula mais de 30 milhões de streams no Spotify.

“O Tik Tok mudou minha vida. Eu não diria que ele é essencial para todo tipo de artista, porque com alguns nichos não funciona. Mas para quem quer um lado mais comercial, como meu caso, precisa ter esse alcance maior.”

O que é MTG?

MTG significa, simplesmente, “montagem”. A prática não é nova no funk e funciona como uma descrição do processo de produção da faixa.

Ela explica ao ouvinte que a música é uma colagem de uma ou mais músicas, resultando em uma música com várias interpolações que foram montadas.

Dada a atual popularidade do funk de Belo Horizonte, ter “MTG” no nome da faixa virou um fator de identificação, sinônimo de que o funk é oriundo da capital mineira.

Como as produções mineiras se diferenciam (e muito) dos funks de São Paulo e do Rio de Janeiro, a sigla também passou a representar os funks dos bailes de Minas Gerais, como os do Serrão e do Campinho.