Paul McCartney relembra John Lennon em novo álbum
Paul Mescal entrevista ex-Beatle sobre disco e memórias pessoais

Paul McCartney em show no Canada (Grosby)
Paul McCartney abriu detalhes sobre o processo criativo de “The Boys of Dungeon Lane”, seu novo álbum solo, em uma conversa com o ator Paul Mescal, que irá interpretá-lo na cinebiografia “The Beatles: A Four-Film Cinematic Event”, dirigida por Sam Mendes e prevista para estrear em abril de 2028.
O encontro, intitulado “The Boys of Dungeon Lane: In Conversation with Paul McCartney & Paul Mescal”, foi exibido nesta segunda-feira (25) no Amazon Live e no aplicativo Amazon Music. Durante os 11 minutos de conversa, McCartney falou sobre memórias, composição e a relação duradoura com antigos parceiros musicais.
Mescal perguntou como o músico consegue transformar lembranças em músicas que soam atuais. McCartney respondeu que não segue nenhuma fórmula para compor.
“Eu não sei como faço isso. Não tenho uma fórmula”, disse o cantor, relembrando perguntas frequentes sobre sua parceria com John Lennon nos tempos de Beatles. “Sempre tentávamos escrever algo diferente.”
Lennon, George Harrison e o peso das lembranças
Ao longo da entrevista, McCartney contou que gosta de escrever sobre Lennon e George Harrison porque isso o faz “revisitá-los”. Segundo ele, a faixa “Down South” remete ao período anterior à fama, quando ele e Lennon ainda eram crianças.
O músico também comentou a parceria com Ringo Starr em “Home To Us” e falou sobre “Days We Left Behind”, descrita por Mescal como uma reflexão sobre a relação “brilhante e complicada” entre McCartney e Lennon.
“Eu conheci um cara chamado John Lennon, e ele estava lutando contra a vida”, afirmou McCartney. “Quando começávamos a escrever, aquela relação permanecia ali. Neste disco, às vezes ainda penso nele como se estivéssemos escrevendo juntos.”
Faixa homenageia os pais de McCartney
Outro momento emotivo da conversa foi a discussão sobre “Salesman Saint”, música dedicada aos pais do cantor. McCartney explicou que a faixa surgiu a partir das reflexões sobre o fato de ter nascido durante a Segunda Guerra Mundial.
Na canção, ele retrata o pai, vendedor de algodão, e a mãe, enfermeira e parteira, transformada simbolicamente em uma santa. Segundo o artista, a ideia era registrar como os dois seguiram em frente apesar das dificuldades enfrentadas na época.
A entrevista de Paul Mescal com Paul McCartney pode ser vista aqui.
[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].
Ouça Paul McCartney
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