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O lado empresarial de Ludmilla: ‘Vendia ingressos para festas na minha laje’

Hoje cantora faz sucesso com eventos maiores, caso do 'Numanice'

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Ludmilla durante show de sua label "Numanice", em São Paulo (Andy Santana/Brazil News)

Quando adolescente, a cantora Ludmilla, hoje com 27 anos, organizava festas na laje de casa em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Cobrava dos amigos para produzir um churrasco regado a samba, pagode e refrigerante.

O regabofe se espalhou, cada vez mais gente passou a aparecer, e uma das edições bombou tanto que a laje quase veio abaixo. Porém, rendeu um bolo de dinheiro. Essa visão empresarial traria muitos frutos para a cantora.

“Eu vendia ingressos para festas na minha laje, em Caxias, e o ‘Numanice’ nasceu ali, antes de eu começar a cantar”, diz a cantora.

A lapidação de Ludmilla

Antes de se tornar a joia que o Brasil conhece e ama, Ludmilla passou por um processo cuidadoso de lapidação, um movimento natural nas companhias do ramo da música —mas não só. Vêm dela a determinação e a minúcia com que conduz os próprios projetos.

Completando dez anos de carreira, a cantora, que começou como MC Beyoncé, foi descoberta no YouTube por Sérgio Affonso, ex-presidente da gravadora Warner Music. Na época, a plataforma de vídeos era uma espécie de “barzinho virtual”, onde se garimpava novos artistas, que publicavam ali suas covers e composições, na esperança de estourar.

Segundo o empresário, numa tarde de 2013, ele esbarrou com três artistas até então desconhecidos. “Lembro que encontrei Ludmilla, Anitta e Sambô no YouTube. À época, a gravadora estava numa situação complicada e, por diversas questões, não admitia ter artistas muito populares. Eu vi a então MC Beyoncé cantando ‘Fala Mal de Mim’, e a atitude dela me chamou a atenção. Me passou uma parada muito forte”.