A cultura do vinil está prestes a ganhar um novo território na América Latina. A Noize, uma das principais referências em vinil no Brasil, anuncia a chegada do Noize Record Club (NRC) à Argentina. A estreia acontece no dia 5 de agosto, quando as assinaturas do clube abrem oficialmente no país vizinho.
Como funcionará o clube de vinil na Argentina
O modelo começa com assinaturas bimestrais. Mas, ao contrário do que se poderia imaginar, o NRC Argentina não é apenas uma versão exportada do catálogo brasileiro. A curadoria será feita especialmente para a cena local, valorizando artistas argentinos.
Outro destaque da expansão é a produção exclusiva de discos de vinil dentro do próprio país, um formato inédito por lá. A ideia segue o caminho que a Noize já havia trilhado no Brasil, quando lançou seu clube de assinatura em 2014.
O disco que abre essa nova fase é ‘Todo Lo Sólido Se Desvanece en El Aire’, da banda argentina Camionero. A escolha reforça o compromisso do clube com a cena independente e com artistas em ascensão.

Para Pablo Rocha, CEO da Noize, a chegada à Argentina vai além da logística. “Chegar à Argentina não é apenas expandir fronteiras logística, mas ocupar um novo espaço no mapa, emergindo de fato na cultura do país. Queremos criar uma ponte cultural e comercial sólida, oferecendo à comunidade de amantes da música a experiência única do clube de assinatura: a descoberta curada, o ritual de colecionar o objeto físico, a imersão de conteúdo da tradicional Revista Noize e o fortalecimento do ecossistema do vinil na região”, afirma.
Já Rafa Rocha, CCO da empresa, destaca o papel cultural da iniciativa. “Sempre acreditamos que a música tem o poder de aproximar lugares que a geografia e a língua insistem em separar. A chegada da Noize à Argentina nasce desse desejo. Mais do que lançar um clube de assinatura, queremos que a Revista Noize e o Noize Record Club ajudem a construir uma ponte entre as cenas latino-americanas, ampliando a circulação de artistas, histórias e descobertas entre quem fala português e quem fala espanhol. Nosso continente abriga uma diversidade cultural extraordinária. Queremos contribuir para que ela circule cada vez mais entre nós”, completa.
