Lollapalooza: 7 nomes do K-pop que merecem subir aos palcos do Brasil
O K-pop poderia adicionar uma nova camada à atmosfera dos festivais de verão

NMIXX (Divulgação)
Mais do que uma celebração musical, o Lollapalooza é visto como uma plataforma onde artistas e gêneros alcançam públicos internacionais mais amplos.
Depois da apresentação marcante de J-Hope em 2022 e da performance do IVE em 2024, o K-pop deixou de ser um caso isolado em festivais ocidentais e passou a se consolidar como presença recorrente — com público, demanda e estrutura suficientes para receber grandes nomes.
A seguir, sete artistas de K-pop que têm condições de ocupar um futuro palco do Lollapalooza Brasil — seja pelo histórico de turnês internacionais, pela base de fãs já estabelecida na América Latina ou por um conceito artístico que dialoga com o perfil do festival.
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NMIXX

Com o impacto crescente dos grupos da quarta geração em palcos de festivais ao redor do mundo, a apresentação do IVE no Lollapalooza 2024 mostrou como essa nova onda de girl groups consegue comandar grandes plateias internacionais. Seguindo esse movimento, o NMIXX, da JYP Entertainment, se apresentou recentemente em um evento no Brasil. O grupo vem consolidando sua identidade por meio de um som que mistura gêneros e performances de alta intensidade — e sua passagem pelo país reforçou a força que têm ao vivo.
O debut com “O.O” apresentou o estilo característico “MIXX POP”, que combina gêneros contrastantes em uma mesma faixa, unindo ambição musical e versatilidade técnica. Integrantes como Lily são amplamente reconhecidas pelos vocais ao vivo, reforçando o foco do grupo em performance. Esse estilo pode facilmente se alinhar ao tipo de atração que costuma aparecer em festivais como o Lollapalooza.
ATEEZ

Além da intensidade no palco, o ATEEZ construiu sua reputação no circuito internacional. Sob a KQ Entertainment, o grupo cresceu com turnês constantes, se apresentando em grandes arenas na América do Norte e Europa, com público expressivo em diversos mercados — um feito incomum para um grupo fora das grandes empresas nos primeiros anos de carreira.
No Coachella 2024, o ATEEZ entregou uma performance que chamou atenção pela estabilidade vocal e pela coreografia precisa mesmo sob condições de festival, reforçando sua posição como um ato que prospera além dos palcos tradicionais do K-pop.
Com uma base de fãs particularmente forte na América Latina, o ATEEZ chegaria ao Lollapalooza Brasil não apenas como uma atração de impacto, mas como um nome cuja credibilidade ao vivo já foi testada em grandes festivais fora do circuito coreano.
Queenz Eye

Com uma formação reestruturada no “PRISM EP.01”, o Queenz Eye iniciou um novo capítulo que marca mudanças tanto na composição do grupo quanto na direção artística, abrindo espaço para uma fase de descoberta e crescimento.
Ao mesmo tempo, o grupo vem construindo uma identidade que vai além do enquadramento típico de um rookie, com uma transição gradual para uma estética mais voltada à moda — alinhada ao movimento de novos atos do K-pop que transitam entre música e fashion.
Essa combinação de performance e apresentação visual pode tornar o Queenz Eye um bom encaixe para um festival como o Lollapalooza Brasil, onde o público valoriza tanto o show quanto a presença estética dos artistas.
MAMAMOO

O grupo mais veterano desta lista, o MAMAMOO confirmou recentemente seu retorno completo para junho de 2026, com um novo álbum a caminho. Ao longo de mais de uma década, sua credibilidade foi construída em apresentações ao vivo e turnês, com integrantes como Hwasa e Solar frequentemente destacadas pelo controle vocal, presença de palco e forte ênfase no canto ao vivo.
Em vez de depender de coreografias sincronizadas, o grupo aposta na espontaneidade e na conexão com o público — características que lhes renderam elogios consistentes pela autenticidade.
Já se passaram oito anos desde a última apresentação oficial do grupo no Brasil, mas a base de fãs permanece sólida. Vocais fortes, presença de palco testada em diferentes mercados e uma comunidade fiel fazem do MAMAMOO uma opção consistente entre os nomes estabelecidos do K-pop que poderiam ocupar o palco do Lollapalooza Brasil.
ONEUS

Sem ocupar o espaço dos nomes que dominam manchetes de festivais globais, o ONEUS construiu uma presença constante em mercados internacionais. A turnê “Reach For Us”, com passagens pela América Latina, mostrou a capacidade do grupo de atrair públicos dedicados fora da Ásia. Em 2024, com o single álbum “Grenade”, eles retornam aos palcos com um novo conceito após uma longa espera dos fãs.
A força do ONEUS está nos conceitos refinados de palco e em performances consistentes, apoiadas por uma base leal que continua crescendo no Brasil. No Lollapalooza, seu apelo pode se destacar mais pela conexão com o público do que por grandes produções — oferecendo uma identidade mais nichada, porém distinta.
YOUNITE

Com a presença crescente do K-pop em palcos de festivais globais, novos grupos também começam a chamar atenção — e o YOUNITE, da PARA MUSIC, parte com uma vantagem concreta: o grupo acaba de concluir sua primeira turnê pelo Brasil, o que significa que parte do trabalho de conexão com o público local já foi feito.
Com o debut “1 of 9”, o grupo aposta em um conceito mais leve e melódico, contrastando com a estética intensa de muitos boy groups da mesma geração.
Esse perfil mais acessível, somado à base já construída no país, pode posicionar o YOUNITE como um bom nome para um slot intermediário de festival — entre os headliners e os artistas em descoberta. Em um lineup que alterna grandes nomes e novas apostas, o grupo ocuparia um espaço útil: familiar para quem já os acompanha e novo para quem está se aproximando do K-pop pela primeira vez.
AHOF

Nem todo grupo entra na cena global por meio de viralidade instantânea. O AHOF, da F&F Entertainment, representa um caminho mais lento — construído em festivais universitários e palcos menores, onde a performance é testada pela reação direta do público, e não sustentada por grandes estruturas.
É justamente esse tipo de experiência que define o apelo do grupo. Sem grandes produções, o AHOF aprende a ler o público em tempo real, o que frequentemente resulta em apresentações mais próximas e flexíveis — qualidades que funcionam bem em festivais com plateias heterogêneas, como o Lollapalooza.
Como um grupo iniciante, o AHOF carrega o frescor e a imprevisibilidade típicos de artistas no começo da carreira. Em um festival como o Lollapalooza Brasil, sua presença poderia adicionar variedade ao lineup e refletir algumas das diferentes direções que o K-pop continua explorando, em vez de reforçar apenas o que o gênero já consolidou.
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