Liga Entretenimento une gerações no camp ‘Funk 021’
MCs revivem a essência do funk em encontro especial no Rio de Janeiro

J. Eskine (Matheus Costa)
A Liga Entretenimento realizou o camp de imersão criativa “Funk 021: Origem” nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro. O evento reuniu cerca de 45 artistas e produtores em quatro estúdios simultâneos para conectar gerações do gênero. A iniciativa visa resgatar a união do movimento periférico.
Nomes como J. Eskine, Menor do Chapa, MC TH e WC No Beat conversaram com a Billboard Brasil. Eles destacaram a necessidade de manter o funk raiz enquanto se adaptam à inteligência artificial. O uso das redes sociais TikTok e Instagram também pautou as discussões.

O equilíbrio entre a essência e a inovação
“A gente tem que estar sempre inserido com o público da comunidade, onde você é cria, estar sempre ali com aquele que você foi nascido e criado, e também olhar o que está acontecendo atualmente para poder fazer essa mistura boa e achar o equilíbrio na coisa”, reflete MC TH.
Por outro lado, J. Eskine, dono do hit “Resenha do Arrocha”, foca na mistura de ritmos. “Eu sou um cara bem eclético, né? Então, eu gosto de fazer uma mistura de tudo. Eu mesmo já trabalhando nas minhas músicas, eu gosto de trazer coisas antigas”, diz ele.
“Nada mais do que trazer coisas antigas hoje para fazer um sucesso, fazer uma maluquice hoje no funk, misturando com as paradas da Bahia”, completa o artista. Ele busca unir o funk com sonoridades regionais em suas composições.

A união como base do movimento
Uriel Calomeni, diretor artístico da Pineapple e Liga Entretenimento, detalhou o conceito do projeto. O nome remete ao DDD da capital e ao berço do ritmo. Ele reuniu diferentes gerações, como MC Nito e o veterano Menor do Chapa.
“A gente faz uma união pensando no bem em comum, no movimento, isso é muito importante. A gente não está buscando só fonograma ou obra, estamos buscando isso que faltava no Rio de Janeiro, que é a união dos artistas, eles se reverem, contemplarem”, declarou ele.

Metas superadas e produção do álbum
A equipe superou as expectativas iniciais de participação. O objetivo era reunir 25 cantores, mas o número chegou a 45 músicos. Em poucas horas de imersão, o grupo finalizou 85 das 100 músicas planejadas.
“Eu estou muito feliz de ver a galera empolgada e vivendo a parada do modo mais visceral possível, sabe?”, comemorou Uriel Calomeni. A produção resultará no lançamento do álbum “Funk 021”, composto por diversos singles.
Veja a entrevista com J. Eskine
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