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Lady Gaga encerra a era ‘Mayhem’ com lágrimas, gratidão e algumas surpresas

Cantora finalizou a 'Mayhem Ball' em sua cidade natal, Nova York

Lady Gaga performa 'Bad Romance' em Copacabana (Brazil News)

Lady Gaga performa 'Bad Romance' em Copacabana (Brazil News)

De acordo com “There’s No Business Like Show Business”, clássico de 80 anos de Irving Berlin sobre o universo do entretenimento, a vida de um espetáculo funciona assim: “A estreia, quando seu coração bate como um tambor / O encerramento, quando o público não aparece”. Tendo participado tanto da noite de estreia lotada quanto da noite de encerramento, também esgotada, da turnê “Mayhem Ball”, de Lady Gaga, posso afirmar com segurança que apenas a primeira parte da observação de Berlin se aplica ao espetáculo da Mother Monster.

Há nove meses, quando Gaga iniciou a turnê na T-Mobile Arena, em Las Vegas, a energia do público era elétrica, mas carregada de incerteza. Quais músicas ela cantaria e quais ficariam de fora? Ela iria expandir a visão ambiciosa apresentada como headliner no Coachella 2025 ou começaria algo completamente novo? Seria um show com identidade sonora coesa ou uma apresentação que exploraria toda a sua diversidade de estilos? E, acima de tudo, até onde a artista, conhecida por desafiar limites no pop, iria em sua ousadia?

Durante o encore do primeiro show da “Mayhem Ball” em Las Vegas, Gaga contou ao público que enfrentou nervosismo nos bastidores, especialmente porque não planejava sair em turnê antes de lançar o álbum “Mayhem”, que chegou ao topo do Billboard 200. “Antes de subir ao palco esta noite, eu nem conseguia acreditar que vocês estavam aqui por mim”, confessou.

Na noite de segunda-feira (13), no Madison Square Garden, em Nova York, Lady Gaga encerrou a era “Mayhem” com uma apresentação que, apesar de manter praticamente o mesmo setlist, soou como uma experiência completamente diferente, mais segura, mais leve e emocionalmente intensa, marcada por uma troca de afeto evidente entre artista e público.

É curioso dizer que um espaço para 20 mil pessoas pode parecer íntimo, mas o local conseguiu esse efeito. O fato de ser um show em sua cidade natal contribuiu para esse clima. “Quero agradecer por terem esgotado todos os ingressos desta noite”, disse aos fãs presentes, enquanto tocava piano. “Espero que vocês saibam o quanto significam para mim e o quanto vamos sentir saudade. Quero cantar isso para vocês, Nova York, do meu coração para o de vocês.” Em seguida, surpreendeu ao incluir “The Edge of Glory”, transformando o momento em um coro coletivo que soou delicado, mesmo com a dimensão da arena.

Ao longo das quase três horas de apresentação, Gaga demonstrou mais naturalidade no palco. Sem a pressão típica de uma estreia, a artista aproveitou melhor os cenários e a estética do show, como em “Perfect Celebrity”, com visual marcante, e na performance de “Paparazzi”, guiada por uma coreografia intensa.

“Se Nova York me ensinou algo, foi que não há como fugir do trabalho duro”, afirmou, ao relembrar sua trajetória desde pequenas casas no Lower East Side até arenas lotadas. “Se um dia eu não conseguir encher estádios, volto a tocar em um bar de Nova York ou no Central Park.”

Outra mudança no repertório foi a inclusão da balada “Blade of Grass”, dedicada ao noivo Michael Polansky. “Eu não teria conseguido sem meu noivo Michael. Este é um momento muito emocionante para todos nós”, disse. Após a apresentação, a cantora se emocionou ao falar sobre o fim de um espetáculo que realizou 95 vezes ao longo da turnê.

No encerramento, após o último encore com “How Bad Do U Want Me”, Lady Gaga dividiu o palco com banda, dançarinos e equipe, em uma sequência de agradecimentos, abraços e despedidas ao som de “Always Remember Us This Way”. Antes de sair, ainda retornou para um momento final com o elenco, celebrando o fim da era ao som de “Marry the Night”.

“Eu vou voltar”, prometeu. Com quase duas décadas de carreira, 16 Grammys, um Oscar e diversos hits, é seguro afirmar que Lady Gaga, também conhecida como Stefani Germanotta, segue como um dos nomes mais relevantes do pop mundial.

[Este conteúdos foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].

Ouça ‘MAYHEM’, de Lady Gaga