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Justiça dos EUA entra com processo contra Live Nation; entenda o caso

Produtora é acusada de abuso de poder no mercado de eventos

Live Nation

Reuters

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e 29 estados entraram, nesta quinta-feira (23), com um processo contra a Live Nation, acusando a produtora de dominar o mercado e exigindo que a empresa seja desmembrada.

A ação, movida no tribunal federal de Manhattan, em Nova York, alega que a Live Nation abusou de seu enorme poder de mercado para sufocar a concorrência, inclusive por meio do uso de contratos de venda de ingressos exclusivos que obrigam venues locais a usarem a Ticketmaster para todos os eventos.

Para resolver as alegadas violações, o Departamento de Justiça argumenta que a Live Nation deve separar a propriedade da Ticketmaster –desfazendo a fusão de 2010 que foi aprovada pelos reguladores federais, apesar dos receios de que isso daria à empresa demasiado poder sobre o mercado de eventos.

A Live Nation enfrenta críticas sobre sua participação no mercado há bastante tempo, mas a investigação sobre a empresa aumentou dramaticamente após o desastroso lançamento de ingressos para a “The Eras Tour” de Taylor Swift em novembro de 2022, com atrasos generalizados no serviço e falhas no site.

O Departamento de Justiça já havia iniciado uma investigação sobre as práticas da empresa no início de 2022, antes do incidente com a cantora. Mas a pré-venda fracassada gerou debates no Congresso, ações judiciais civis e pedidos para desmembrar a empresa.

Legisladores como a senadora Amy Klobuchar, presidente do subcomitê do Senado para questões antitruste, alertaram que o poder da Live Nation “a isola das pressões competitivas que normalmente levam as empresas a inovar e melhorar seus serviços”.

A Live Nation negou as acusações. Quando a produtora e a Ticketmaster se fundiram em 2010, o Departamento de Justiça aprovou o acordo, mas impôs um decreto de consentimento destinado a evitar que a empresa abusasse da sua posição.

Essas restrições deveriam expirar em 2020, mas foram prorrogadas por cinco anos depois que o Departamento acusou a Live Nation de violar repetidamente o decreto.