‘Peão Todo Tatuado’: Jeninho põe agrofunk no topo do Hot 100
Jeninho comenta feat com Mariana Fagundes, Barretos, futebol e próximos passos

Jeninho com o pai, Jenner Melo, ao fundo (Reprodução/Instagram)
Jeninho levou o agrofunk ao primeiro lugar do Hot 100 da Billboard Brasil com “Peão Todo Tatuado”, parceria com Mariana Fagundes. O sucesso coroa uma ascensão que começou antes mesmo do lançamento, quando uma prévia gravada em celular, ainda com áudio de bastidor, passou a viralizar nos vídeos, dancinhas e trends nas redes.
Goiano, filho do produtor e compositor Jenner Mello, Jeninho cresceu dentro do country, mas encontrou no funk a linguagem para montar a própria identidade. Entre o estúdio do pai, a lembrança do sonho de ser jogador de futebol e a passagem por Barretos, ele foi dando forma ao MC Peão.
A trajetória de Jeninho a MC Peão
É dessa mistura que nasce o agrofunk de Jeninho: grave, chapéu, violão, sanfona e som urbano no mesmo repertório. “Eu não sou nem artista sertanejo, mas também não sou só um funkeiro. É essa mistura mesmo”, diz ele à Billboard Brasil.
“Peão Todo Tatuado” chega ao topo depois de uma construção que começou no seu DVD em Goiânia. Como foi a ascensão até o número 1?
Gravei meu primeiro DVD este ano, aqui em Goiânia, porque tive um destaque legal no ano passado, lá em Barretos, na Festa do Peão. A questão do DVD era justamente martelar em cima dessa identidade: do agrofunk, do MC Peão, dessa mistura do funk com o sertanejo, do sertanejo com o urbano. É o que me caracteriza e talvez me diferencie dos demais artistas. Eu tinha uma vontade muito grande de gravar com a Mariana Fagundes. Ela vinha em um momento muito bom também, e a gente se tornou amigo antes da música. Quando escrevemos essa música, mandei para ela para a gente gravar junto. A princípio, ela não gostou muito. Por algum motivo, não sentiu muita energia na música. Mas era a guia. No dia em que ela gravou ao vivo no DVD, ela falou: “Essa música tem uma energia diferente”. Foi muito especial.
E como foi ver a música viralizar antes de sair nas plataformas?
Uns dias antes de lançar, comecei a divulgar a música. Eu vi alguns artistas, principalmente o Luan Pereira, postando as músicas antes do lançamento para começar a aquecer. Peguei um vídeo aleatório de celular mesmo e postei uma prévia, sem o áudio oficial da música, só com o áudio de celular, ao vivo, no dia da gravação. O vídeo viralizou. O povo começou a pegar aquele áudio, que era ruim demais, com a galera gritando no fundo, as vozes baixas, e começou a fazer transição, dancinha em cima do áudio. Quando lançou, a galera já estava esperando muito a música. Todo mundo estava postando. De lá para cá, foi só história feliz.
Antes da música, seu plano era o futebol. Onde essa história virou?
Durante muito tempo da minha vida, até meus 15, 16 anos, a certeza que eu tinha no meu coração era que eu ia ser jogador de futebol. Eu vivia em função disso. Futebol era a minha vida, minha maior paixão. Até hoje é uma grande paixão minha. Só que o futebol é igual à música: não é só jogar, não é só cantar. Tem toda uma engrenagem por trás. Quando fui ficando mais velho, comecei a entender que não era só jogar futebol, não era só ser bom de bola. Tinha toda uma coisa em que eu nunca cabia. Nessa fase de terminar o ensino médio, dei uma pausa no futebol e comecei a ir para o estúdio do meu pai. Comecei a gostar de acompanhar os bastidores, ver a criação, entender o processo. Não tanto a parte do show em si, mas a criação, o estúdio. Aí me apaixonei.
“Peão Todo Tatuado” é um manifesto agrofunk?
Minha primeira música nesse caminho foi “Chapeluda”. É exatamente isso: uma música com batida de funk, grave, toda a envolvência do funk, mas o papo é sertanejo. Fala de chapéu, bota, roça, mato, caminhonete, que é a cultura agro. Ao mesmo tempo, a música tem violão. É um funk que tem violão, um funk que tem sanfona, instrumentos voltados para o sertanejo. Lançamos essa primeira música como um teste, e ela viralizou no sentido de ter um resultado que eu não tinha tido em nenhuma música antes. Ano passado, “Maria Barretão” foi um destaque da minha carreira. Este ano, “Peão Todo Tatuado” foi o que martelou, carimbou: “Esse aqui é o meu som, esse aqui é o MC Peão”.
Depois desse primeiro lugar, o que vem agora?
Já estou com um lançamento marcado com o Luan Pereira, que é um artista que tem me ajudado bastante. Quando a música viralizou, ele postou dançando “Peão Todo Tatuado”. E tem Barretos. Vou continuar lançando minhas músicas também. Tem a segunda parte do meu EP. Gravamos 12 faixas no DVD e soltamos só algumas agora. Também vou cantar no camping de Barretos este ano e quero gravar algumas faixas inéditas lá, numa espécie de DVD, para aproveitar o momento.
TRENDING
- Veja o provável setlist do Stray Kids no Rock in Rio 2026 08/06/2026
- BTS no Brasil: veja as 10 músicas surpresas mais votadas pelo público 08/06/2026
- Sooyoung, do Girls’ Generation, e Jung Kyung Ho terminam namoro de 14 anos 09/06/2026
- Melon Music Awards 2026 anuncia data e local de premiação 09/06/2026
- ‘Guerreiras do K-pop’: tudo o que sabemos sobre a HQ oficial 08/06/2026