Published by Mynd8 under license from Billboard Media, LLC, a subsidiary of Penske Media Corporation.
Publicado pela Mynd8 sob licença da Billboard Media, LLC, uma subsidiária da Penske Media Corporation.
Todos os direitos reservados. By Zwei Arts.

OFERECIDO POR

Os Zamuris de Ivete: fãs contam como a relação com Veveta ultrapassa a música

Ivete Sangalo (Rafa Mattei/Divulgação)

Ivete Sangalo (Rafa Mattei/Divulgação)

Poucos artistas no Brasil mobilizam fãs com a mesma intensidade que Ivete Sangalo. Em shows lotados, eventos privados ou nas redes sociais, o sentimento é o mesmo. A cantora baiana é admirada não apenas como uma estrela da música brasileira, mas como símbolo de alegria, parceria e humildade para seus Zamuris – apelido criado por ela mesma, inspirado na sonoridade da expressão “meus amores”.

“O modo como ela trata as pessoas é diferente”, diz Déborah de Souza, de 31 anos, à Billboard Brasil. “Ela se comunica de forma honesta. As pessoas conhecem a Ivete em sua essência. Se alguém tem a pachorra de não gostar dela, eu tenho pena”, completa. A paixão de Déborah começou ainda na infância, influenciada pela mãe, fã da Banda Eva. “Percebi que ela era uma artista diferente assistindo ao ‘Estação Globo’”, conta. “Para alguém se manter assim, com mais de 30 anos de carreira, sempre presente na TV, precisa ser de verdade.”

Déborah fez o site (Arquivo pessoal)
Déborah fez o site (Arquivo pessoal)

Nos primórdios da internet, Déborah frequentava lan houses para acompanhar o então blog de Veveta e se manter atualizada sobre a agenda da cantora. A partir de 2010, passou a escrever cartas pessoais para Ivete. Anos depois, transformou as declarações feitas no papel em um perfil dedicado à artista no Instagram que hoje já acumula dezenas de milhares de seguidores. “A gente conhece muito sobre ela. Comecei a escrever porque queria que ela também conhecesse a vida de um fã”, explica. Nos textos, compartilha conquistas pessoais, como a entrada na universidade e a formatura.

 

Ser fã de Ivete também marcou uma série de experiências inéditas em sua vida: o primeiro show que assistiu, a primeira viagem sozinha, o primeiro voo de avião e até o primeiro computador pessoal — todos motivados pelo desejo de acompanhar Mainha de perto.

Gravado na pele

A história de Vivian Guardabassio Gimenes se entrelaça com a trajetória de Ivete Sangalo. Presente na trilha sonora de seu casamento, nas primeiras experiências culturais das filhas – levadas ainda bebês aos shows – e eternizada em 12 tatuagens, a cantora ocupa um espaço central na vida da psicóloga. “Muitas pessoas acham que as tatuagens são loucura, mas, para mim, é uma forma de simbolizar [esse amor]. Sou muito bem resolvida com meu corpo”, afirma Vivian, de 49 anos, em entrevista à Billboard Brasil.

Vivian tem Ivete tatuada (Arquivo pessoal)

Um dos episódios mais marcantes dessa devoção foi um Réveillon em Salvador, quando levou a filha de então 2 anos, para ver Ivete. “A cidade estava abarrotada. Eu atravessava a multidão com o carrinho de bebê em cima da cabeça, de tanta gente na rua.” A admiração atravessa gerações. As três filhas de Vivian frequentam shows da cantora ao lado da mãe. Para ela, no entanto, a relação comIvete vai além do entretenimento. “Tenho lúpus e já tive crises em que não conseguia ficar de pé. Uma vez, paguei alguém para ficar na fila por mim e cheguei faltando poucas horas para o show. Quem fica na grade se respeita muito”, diz Vivian. “A música dela cura. Muitas vezes, quando eu estava doente, sonhava com Ivete e sabia que precisava ir aos shows. Eu ia e melhorava”, conta a fã.

Quarteto fantástico

Unidas pela admiração por Ivete Sangalo, quatro amigas de São Luís (MA) transformaram a paixão em uma relação duradoura. Ana Carolina Melo, 43, Maria Tereza Viana, 42, Fátima Santos, 42, e Sirley Oliveira, 35, se conheceram há cerca de 15 anos em shows da cantora, entre caravanas e fã-clubes. Desde então, já estiveram juntas em mais de 100 shows.

O quarteto já viu junto mais de 100 shows (Arquivo pessoal)
O quarteto já viu junto mais de 100 shows (Arquivo pessoal)

“Já perdemos a conta de quantos fomos… É uma loucura financeira, mas vale a pena”, brinca Maria Tereza. A origem da paixão é comum às quatro maranhenses: a adolescência. “Foi amor à primeira vista. Me encantei pela voz, pelo jeitinho e pela presença de palco. Até hoje continuo me encantando”, conta Ana Carolina, cujo primeiro show de Ivete foi em 1998 em São Paulo.

Fátima complementa: “Ela é muito humilde. Abraça, agradece todo mundo. Fui prestando atenção nesse carinho e me encantando cada vez mais”. Para Sirley, o diferencial está na forma como Ivete se relaciona com o público.“Por onde passa, ela cativa. É olho no olho. Ivete dá importância para cada pessoa, faz com que a gente se sinta visto”, diz, emocionada. “A gente idealiza o artista que vê na TV ou no rádio, mas, quando o encontro acontece, ela faz você se sentir especial de verdade. Lembra nomes dos fãs. Isso nos fortalece.”