Isa Buzzi revela a inspiração de ‘Direitos Autorais’ e outros hits
Cantora e compositora será comentarista na transmissão do AMAs no Brasil

Isa Buzzi (Gabriel René/Divulgação)
Com mais de cem mil ouvintes mensais, Isa Buzzi tornou-se a voz do pop para adolescentes no Brasil todo. Vinda de uma cidade no interior de Santa Catarina com menos de 20 mil habitantes, a cantora e compositora de apenas 23 anos viu tudo mudar com o single “Direitos Autorais”, em 2023.
Nesta segunda-feira (25), ao lado de Laura Vicente, ela será comentarista na transmissão do American Music Awards 2026, cerimônia que acontecerá pela primeira vez com sinal aberto para o público no Brasil, com exibição a partir das 21h no Multishow e Globoplay.
“Eu estou muito animada e feliz com o convite! Ser uma artista pop e participar da transmissão de uma premiação tão importante da música é muito especial pra mim. A gente têm muitos artistas incríveis em destaque, estou muito animada para descobrir quem vai levar mais prêmios essa noite.”
Aliás, Isa Buzzi não é um nome estranho na emissora. Foi lá onde recebeu o Prêmio Multishow na categoria Brasil pela faixa “Direitos Autorais”, que tem mais de 3 milhões de streams no Spotify e mais de 5 milhões de visualizações no YouTube. Ela também participou do “Alerta Experimente 2026”.
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Em entrevista à Billboard Brasil, a artista comentou sobre a canção que fala de um ex-namorado que arrumou uma nova companheira que é a cópia da anterior, e como o lançamento impactou sua carreira.
“Em 2023, quando lancei ‘Direitos Autorais’, comecei a ver várias meninas usando sombra azul no TikTok, igual no clipe. Mas a primeira vez que bateu de verdade foi no meu primeiro show em São Paulo, em 2024. Eu cheguei e vi um monte de gente de All Star, sombra azul, faixinha… eu chorei igual criança. Minha mãe estava comigo e chorou também.”
Este foi o primeiro sucesso que fez Isa Buzzi mudar de patamar. Em seguida, vieram “Vilã” (2023), letra que mostrava a reação da vítima de uma mentira, com mais de 3 milhões de streams e 4 milhões de views no clipe oficial, e “Obcecada” (2024), sobre uma amizade tóxica, com mais de 2 milhões de streams e 5,8 milhões de visualizações no audiovisual.
Ela também explicou o que a inspira para compor:
“Minhas músicas falam de sentimentos que a gente tem medo de admitir. Todas vêm de histórias minhas ou de pessoas próximas. Às vezes eu vivia uma situação e queria muito ouvir uma música sobre aquilo — e não existia. Então eu escrevia”.
Os temas abordados em suas faixas conquistaram o coração e a playlist de diversas adolescentes. E ela leva a produção para este público muito a sério.
“Eu cuido muito da forma como falo as coisas, mas não deixo de ser sincera. Eles vão viver sentimentos ruins, confusões, inveja, amores que não dão certo. E onde eles vão buscar respostas? No que consomem. Às vezes, recebo mensagem tipo: ‘Eu não percebia que minha amizade era tóxica até ouvir ‘Obcecada’. É muito louco como eles se descobrem a partir das músicas.”
O álbum “Clube dos Corações Partido” foi lançado em março deste ano e conta com 12 faixas. A última da tracklist, que dá nome ao disco, foi mais difícil a ser composta, segundo a própria Isa Buzzi, porque fala de esperança. “Eu não sou a pessoa mais paz e amor do mundo. A música ia para lugares que não eram minha cara. Quando chegamos na versão final, eu chorava muito.”
Um dos próximos grandes passos de sua carreira é a apresentação no palco Supernova no Rock in Rio, no dia 11 de setembro.
Assista à entrevista de Isa Buzzi
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