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‘Guerreiras do K-pop’: jornal mostra a jornada de EJAE para além da animação

Cantora revelou ao NYT os bastidores sombrios como trainee na SM Entertainment

EJAE compôs 'Golden', hit de 'Guerreiras do K-pop' (Divulgação/YouTube)

EJAE compôs 'Golden', hit de 'Guerreiras do K-pop' (Divulgação/YouTube)

EJAE, a voz de Rumi em “Guerreiras do K-pop”, teve um ano e tanto. O filme alavancou a popularidade da cantora e compositora sul-coreana. Para a artista, os últimos 10 meses concentraram uma sequência intensa de conquistas e problemas de saúde.

Desde que a animação se tornou um fenômeno global em junho do ano passado, a canção “Golden”, coescrita e interpretada por EJAE, venceu um Globo de Ouro, um Grammy e um Oscar. No mesmo período, ela adoeceu oito vezes, incluindo diagnósticos de Covid-19, gripe e dois quadros de bronquite. Em algumas apresentações ao vivo, subiu ao palco com febre e dificuldades respiratórias.

Uma reportagem publicada no New York Times analisou a jornada da EJAE nos bastidores da indústria musical.

Nascida em Seul, a artista passou parte da infância em Fort Lee, em Nova Jersey (EUA), em um período em que o K-pop ainda era pouco aceito fora da Coreia do Sul.

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EJAE com estatueta do Oscar 2026
EJAE com estatueta do Oscar 2026 (Grosby Group)

Após o divórcio dos pais, voltou para a Coreia com a mãe no fim dos anos 1990. Na época, pediu para aprender o alfabeto coreano com o objetivo de compreender letras de músicas de K-pop.

Aos 10 anos, investiu na carreira musical e passou a frequentar noraebangs (salas de karaokê) para praticar. Depois de audições em diversas empresas, foi aceita pela SM Entertainment aos 11 anos.

A experiência como trainee revelou um ambiente altamente competitivo. Candidatos eram avaliados constantemente em canto, dança e peso corporal, com metas semanais. EJAE lidou com a pressão estética e críticas diretas ao seu corpo e desempenho. Durante o período, ela também ouviu da empresa que sua voz era “rouca” demais.

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EJAE permaneceu como trainee enquanto estudava no Clive Davis Institute of Recorded Music, da Universidade de Nova York. Ao se formar, em 2014, viu o mercado migrar do modelo solo para grupos — o que, segundo ela, a excluiu por ser considerada “velha” para debutar.

Após abandonar o sonho de carreira solo, passou a escrever músicas – caminho que a levou a colaborar em sucessos de grupos como Red Velvet e aespa.

Hoje, a artista ainda faz terapia e reconhece o impacto do período. “Para ser bem sincera, se eu tivesse continuado a me tornar uma idol de K-pop, não sei se estaria aqui”, revela EJAE ao jornal. “É, a situação era tão ruim assim.”

Após um ano de grande visibilidade, EJAE disse que ainda busca definir sua identidade artística. “Ainda não sei quem sou como artista”, explicou. “O que farei com essa liberdade? Ainda estou tentando descobrir.”

Atualmente, a cantora busca equilibrar sua atuação como compositora e cantora. Após o sucesso de “Golden”, ela lançou dois novos singles e pretende seguir focada na composição, tanto no K-pop quanto em outros estilos.

Ouça EJAE