Em ‘Super’, Jão expande sonhos e sonoridades em narrativa sem rodeios
Quarto álbum do cantor referencia o seu passado olhando para o futuro

Jão. Crédito: Gabriel Vorbon
Superestrela. Não é exagero descrever o status atual de Jão assim. Meticuloso, o título do quarto álbum de estúdio do artista, “SUPER”, lançado nesta segunda-feira (14) admite isso. Mas essa é só a primeira das confissões presentes no projeto que mostram por A mais B como o jovem de Américo Brasiliense chegou até aqui. Não que ele precise provar nada, mas pelo contrário, o disco que mescla pop, folk, e rock, é uma celebração em alto e bom som das dores e delícias de constantemente se descobrir, se contradizer, se transformar, mas nunca parar de sonhar.
O projeto tem “Escorpião” como abre alas, decisão que, segundo Jão, causou um embate entre ele, Zebu, seu produtor musical, e Pedro Tófani, compositor e diretor criativo de seus projetos. Por fim, a música, que tem o signo solar do artista como título e justificativa de suas ações e sentimentos, venceu a batalha. E, bem, com razão, como o próprio cantor nos avisa que lembraríamos dessa música. Afinal, não é todo disco pop que já dispensa de primeira falsos moralismos sobre relacionamentos amorosos que não deram certo, ao cantar versos como “Te quero bem é o caralho / Eu vou acabar contigo”.
A canção abre alas para canções que mostram um lado mais firme de Jão em suas relações, em que, neste disco, surge do outro lado de sua auto-proclamada fama de sofredor, e colocando suas vontades como prioridades como em faixas como “Posso Ser Como Você”, e “Se O Problema Era Você, Por que Doeu em Mim?”. Essa honestidade, daquelas que nos fazem esboçar sorrisos de empatia, também transparece de forma inédita através de desejos pulsantes descritos sem cerimônias em “Me Lambe”, “Lábia”, “Sinais”, e “Locadora”.
A faixa-título que encerra o disco, faz uma retrospectiva nos caminhos de Jão até chegar em “SUPER”, reforçando referências de projetos passados, como ele faz algumas vezes no álbum. No entanto, a canção não é a única que mostra sua conexão com os fãs, longe disso, o disco reforça a relação do cantor com seu público gradativamente mais fiel, seus interlocutores favoritos. As histórias contadas pelo artista, que são alvos de teorias mirabolantes, gritos e lágrimas parecem ganhar novas cores ao lado deles. E que maravilha é se perder em outros universos através da música. Dentre alguns, esse é o superpoder que Jão carrega com seu legado desde já.
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